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Farhadi condena guerra no Irã e mortes de manifestantes em Cannes

Farhadi condena mortes de civis e o massacre de manifestantes, afirmando que todo assassinato é crime em meio ao conflito Irã-Israel-EUA no Cannes 2026

O cineasta iraniano Asghar Farhadi no Festival de Cannes, onde exibe 'Parallel Tales'
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  • Em Cannes, o cineasta iraniano Asghar Farhadi condenou a morte de civis e crianças durante a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, além do que chamou de massacre de manifestantes no país.
  • Farhadi destacou dois “acontecimentos trágicos” deste ano: mortes de civis durante o conflito e o desenho de repressão a protestos antigovernamentais.
  • O iraniano afirmou que todo assassinato é crime e não aceita justificativas para matar alguém, seja em guerra, execução ou durante protestos.
  • O Irã—em guerra com Israel e EUA desde 28 de fevereiro—mantém um cessar-fogo frágil desde 8 de abril, com o regime intensificando execuções em casos de suposta espionagem ou segurança nacional.
  • Grupos de direitos humanos estimam entre sete mil e trinta e cinco mil mortes por disparos das forças de segurança, em meio a protestos que ganharam grande adesão no país.

Asghar Farhadi, cineasta iraniano vencedor do Oscar, participou do Festival de Cannes para apresentar Parallel Tales, seu novo filme em francês. Em Cannes, ele criticou a guerra envolvendo Irã, EUA e Israel e condenou as mortes de civis ocorridas no conflito e no movimento de protesto interno ao Irã. Farhadi chegou a comentar que, apesar da tensão, não há justificativa para tirar vidas.

Ao falar sobre os acontecimentos deste ano, o diretor disse ter visto dois “acontecimentos trágicos” que marcaram o contexto atual: a morte de civis durante ataques externos ao Irã e o que chamou de massacre de manifestantes dentro do próprio país. Ele destacou que qualquer assassinato é crime e não há justificativa para violência, em qualquer cenário.

Cannes e Parallel Tales

Farhadi chegou a Cannes vindo de Teerã na semana anterior. Em Paris, onde o filme em Paris se passa, o elenco é francês de alto nível e o enredo aborda temas de voyeurismo e arte. A produção recebeu críticas mistas de revistas especializadas, com avaliações que vão de desapontamento a descrições de ambiguidade.

O Festival de Cannes, que abriga a primeira exibição, ocorreu na cornija da crítica internacional. A obra foi alvo de análises que apontaram desvio de tom e fluidez narrativa, segundo publicações do setor. Mesmo diante das críticas, a presença de Farhadi em Cannes reitera o tom de posicionamento sobre crises humanitárias e censura no Irã.

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