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Guerra deixa 19,5 milhões em insegurança alimentar no Sudão

Quase 19,5 milhões no Sudão vivem insegurança alimentar aguda, com 135 mil em risco de fome severa e 825 mil crianças em desnutrição grave até 2026

Imagem colorida mostra população no Sudão - Metrópoles
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  • Aproximadamente 19,5 milhões de pessoas no Sudão enfrentam insegurança alimentar aguda por causa da guerra civil em curso desde 2023, o que equivale a cerca de 40% da população.
  • O dado consta de um informe divulgado em 15 de maio pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), PMA (Programa Mundial de Alimentos) e Unicef.
  • Do total, quase 135 mil sudaneses enfrentam risco de fome severa nos próximos meses, com maior concentração nas regiões de Darfur, Darfur do Sul e Kordofan do Sul.
  • A crise inclui desnutrição aguda grave prevista para 2026 em cerca de 825 mil crianças com menos de cinco anos, caso o conflito persista.
  • O conflito envolve as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido, que controlam diferentes partes do território; o país está sob liderança de Abdel Fattah al-Burhan (SFA) e Mohamed Hamdan Dagalo (RSF).

O Sudão vive guerra civil desde 2023, e a população enfrenta insegurança alimentar grave. Um relatório conjunto da FAO, PMA e Unicef aponta que quase 19,5 milhões de sudaneses passam por insegurança alimentar aguda. A divulgação ocorreu nesta sexta-feira, 15 de maio. O conflito é a principal causal.

O estudo aponta que cerca de 135 mil pessoas correm risco de fome severa nos próximos meses. As regiões mais afetadas são Darfur, Darfur do Sul e Kordofan do Sul, onde o acesso a comida e serviços é mais limitado.

Além da fome, as instituições alertam para uma crise nutricional. Estima-se que 825 mil crianças com menos de cinco anos possam sofrer desnutrição aguda grave em 2026 se o conflito não acabar.

Desdobramentos no conflito

As Forças Armadas do Sudão (SFA), lideradas pelo general Abdel Fattah al-Burhan, controlam grande parte do território. As Forças de Apoio Rápido (RSF), sob o comando do general Mohamed Hamdan Dagalo, dominam outras áreas, incluindo campos petrolíferos.

O embate entre SFA e RSF intensificou-se após o golpe de 2021, que levou a uma ruptura entre antigos aliados. A situação dificulta a atuação humanitária e agrava a insegurança alimentar no país.

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