- O governo dos EUA pode indiciar Raúl Castro, ex-presidente de Cuba, relacionado ao derramamento de dois aviões da organização Brothers to the Rescue em 1996.
- A indicialção ainda não foi confirmada por um grande júri e seria usada para aumentar a pressão sobre a liderança cubana.
- O sinal de tensão ocorre após o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajar a Havana para reunião com Raúl Guillermo Rodríguez Castro e autoridades cubanas, em meio a protestos e longos apagões.
- Cuba enfrenta escassez de combustível, com o ministro da energia afirmando que o país tem “absolutamente nada” de óleo combustível.
- Os EUA defendem mudança em Cuba, oferecendo ajuda condicionada a reformas; Cuba, por meio do chanceler Bruno Rodríguez, disse aceitar ajuda sem amarras.
O governo dos EUA intensifica a pressão sobre Cuba ao sugerir a possibilidade de indiciar Raúl Castro, ex-presidente de 94 anos. A notícia acompanha o contexto de tensões já elevadas entre as duas nações, em meio a uma crise de combustível na ilha.
Segundo relatos, a possível acusação estaria ligada ao derramamento de duas aeronaves de uma organização de exilados cubanos em 1996, que haviam sobrevoado Havana para distribuir panfletos. A confirmação dependeria de um grand jury, órgão responsável pela edição formal.
As informações surgiram um dia após o diretor da CIA, John Ratcliffe, viajar para Havana para encontros com Raúl Castro e outros representantes do governo cubano. A visita ocorreu em meio a protestos e a relatos de apagões prolongados na capital.
Risco de indiciamento e pressão externa
O temor de indiciamento coincide com a escalada de medidas dos EUA contra Cuba, incluindo bloqueio de petróleo e tentativas de abrir espaço econômico para interesses estadunidenses. Ailo ocorre numa semana marcada por instabilidade energética no país.
A nova etapa envolve conversas entre autoridades cubanas e representantes dos EUA, inclusive com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmando disposição para diálogo sem condições explícitas, enquanto Washington sinaliza mudanças estruturais.
Contexto econômico e social na ilha
A ilha enfrenta falta de combustível, com o ministro de Energia declarando escassez de óleo. O seeamento coloca à prova serviços públicos e o cotidiano da população de 9,5 milhões. Campanhas de protesto e desabastecimento têm sido observados pela imprensa local e internacional.
Entre rumores sobre a participação de Raúl Castro e sua dinastia no governo, o presidente Miguel Díaz-Canel participou de coletiva para esclarecer as negociações com as autoridades norte-americanas. Rodríguez Castro esteve presente, mas sem cargo público.
A administração norte-americana tem defendido ações firmes, incluindo uma possível ofensiva diplomática ou econômica, caso Cuba não implemente reformas amplas. O porta-voz do Departamento de Estado ressaltou o interesse em diálogo, desde que haja mudanças substanciais.
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