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Irã desafia EUA e afirma ser protetor do Estreito de Ormuz

Irã diz atuar como protetor da segurança em Ormuz e manterá passagem apenas para navios não inimigos, enquanto negociações com os EUA permanecem paralisadas

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. (Foto: MARTIAL TREZZINI/EFE/EPA)
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  • O Irã afirmou que atuará como “protetor” da segurança no Estreito de Ormuz, mantendo a pressão sobre a rota de transporte de petróleo enquanto as negociações com os EUA permanecem travadas.
  • Navios podem atravessar o estreito, exceto aqueles em guerra com Teerã ou com bandeiras dos EUA, Israel e aliados; as passagens devem ser coordenadas com a Marinha iraniana.
  • O Irã mantém o bloqueio a grande parte do tráfego no Ormuz desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o que levou os EUA a impor bloqueio naval aos portos iranianos.
  • As negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão, estão paralisadas após as rejeições de cessar-fogo; Trump chamou a última proposta iraniana de “lixo”.
  • O impasse envolve o programa nuclear: Washington exige controle e redução, enquanto o Irã defende o direito ao enriquecimento; o Irã sinaliza possível apoio diplomático da China.

O Irã afirmou nesta sexta-feira que continuará atuando como protetor da segurança no Estreito de Ormuz, mesmo com as negociações com os EUA travadas. A declaração foi feita pelo chanceler Abbas Araghchi, em Nova Déli.

Araghchi disse que Teerã não confia plenamente em Washington e só negocia se os americanos estiverem sérios. O chanceler destacou que todos os navios podem atravessar o estreito, exceto aqueles em guerra com o Irã.

Segundo ele, as embarcações que desejarem passar devem coordenar a travessia com a Marinha iraniana. O Irã bloqueou a maior parte do tráfego no Ormuz desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão, estão paralisadas após as rejeições de ambas as partes a propostas de cessar-fogo. Trump qualificou a última proposta iraniana como lixo.

Araghchi afirmou que o Irã tem dúvidas sobre a seriedade de Washington e só avançará se houver disposição para um acordo justo e equilibrado. O chanceler reiterou que não há pressa para fechar um acordo sem garantias.

Um dos grandes entraves é o programa nuclear iraniano. Os EUA demandam controle rígido e redução do enriquecimento, enquanto o Irã diz ter direito ao enriquecimento para fins pacíficos.

O Irã sinalizou potencial apoio diplomático de outros países, em especial da China. Trump afirmou, em entrevista, que Xi Jinping ofereceu ajuda para destravar um acordo durante a cúpula China-EUA em Pequim.

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