- Juiz anulou o julgamento de Harvey Weinstein após o júri não chegar a veredito sobre as acusações de agressão sexual envolvendo a atriz Jessica Mann.
- Este foi o terceiro depoimento de Mann; decisões anteriores foram anuladas em 2020 e 2025 por questões processuais.
- O promotor Alvin Bragg disse respeitar o sistema de jurados, mesmo com a anulação do processo.
- A defesa afirmou que nove dos doze jurados eram favoráveis à absolvição, conforme uma pesquisa citada pela equipe de Weinstein.
- Weinstein já cumpre pena por outros crimes sexuais e responde a denúncias de mais de oitenta mulheres desde dois mil e dezessete, marco do movimento #MeToo.
Um juiz americano anulou o julgamento contra Harvey Weinstein, o ex-produtor de cinema preso por crimes sexuais. A decisão ocorreu nesta sexta-feira, 15 de junho, em Manhattan, nos EUA, após o júri não alcançar unanimidade em veredicto sobre as acusações envolvendo a atriz Jessica Mann.
Weinstein já responde a outras condenações e permanece preso. A anulação envolve o processo relacionado às acusações de agressão sexual feitas por Mann, que depôs pela terceira vez no caso. O promotor do distrito de Manhattan informou que, apesar da falha do júri, o sistema continua em funcionamento e o tempo dedicado pelos jurados é reconhecido.
A defesa alega que a maioria dos jurados seria favorável à absolvição, com uma contagem sugerida de nove de doze votos nesse sentido. O porta-voz de Weinstein afirmou que, diante das evidências apresentadas repetidamente, há dúvida razoável significativa no caso e que os recursos devem ser direcionados a crimes violentos que afetam a população.
Jessica Mann relatou durante o depoimento que Weinstein a elogiava e sinalizou interesse em alavancar sua carreira, após conhecerem-se em 2013. A narrativa reconhece que o empresário, hoje com 74 anos, se encontra em prisão em função de outras condenações, incluindo um estupro na Califórnia e agressões contra outra profissional do setor.
Desdobramentos e contexto
Weinstein enfrenta novas apelações recorrentes contra sentenças já divulgadas. O histórico do caso, impulsionado pelas denúncias de mais de 80 mulheres desde 2017, contribuiu para o movimento #MeToo. As acusações se estendem a diferentes processos ao redor dos Estados Unidos, com impactos no setor de entretenimento e na percepção pública sobre poder e assédio.
A promotoria de Manhattan informou que continuará avaliando os próximos passos legais, mantendo o foco no combate a crimes sexuais de grande repercussão. O tribunal não estabeleceu novo cronograma para o julgamento recomeçar, que pode depender de decisões subsequentes.
Entre na conversa da comunidade