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Líder de tráfico internacional de cocaína é condenado a 37 anos de prisão

Líder de organização criminosa é condenado a 37 anos; grupo contrabandeou mais de seis toneladas de cocaína para a Europa e praticou lavagem de dinheiro

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  • Lindomar Reges Furtado foi condenado a 37 anos de prisão pela liderança de uma organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de cocaína e lavagem de dinheiro.
  • O grupo contrabandeou mais de seis toneladas de cocaína para a Europa em dezembro de 2020 e fevereiro de 2022, usando contêineres marítimos e redes de casas de câmbio para ocultar os lucros.
  • A sentença registra 15 episódios de tráfico e 380 atos de lavagem de dinheiro; uma acusação de tráfico foi absolvível por falta de provas sobre a substância em uma remessa específica.
  • A defesa de Lindomar afirma que vai recorrer, alegando falhas na investigação; ele estava preso preventivamente desde fevereiro de 2025, após evasão durante a Operação Turfe.
  • A organização atuava desde a aquisição com fornecedores na América do Sul até a entrega a compradores internacionais em portos europeus, contando com uma segunda organização de câmbio paralela e uso de empresas de fachada.

A Justiça Federal no Rio de Janeiro condenou Lindomar Reges Furtado a 37 anos de prisão. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa voltada ao tráfico transnacional de cocaína e à lavagem de dinheiro. A sentença foi expedida pelo 5° Tribunal Federal nesta sexta-feira, 15 de fevereiro. O grupo seria responsável por contrabandear cocaína para a Europa em 2020 e 2022, por meio de contêineres marítimos.

Segundo a decisão, Lindomar enfrentou mais de 400 acusações, dentre elas liderança de organização criminosa com ligações internacionais, 15 episódios de Tráfico Transnacional de Drogas e 380 atos de lavagem de dinheiro. Ele foi absolvido de uma acusação de tráfico por falta de provas sobre a substância em uma remessa específica.

A investigação indicou que Lindomar, ao lado de Cristiano Mendes de Córdova Nascimento, tomava decisões estratégicas, negociava com fornecedores na América do Sul e compradores no exterior, além de gerir recursos financeiros do grupo. Lindomar permanece preso preventivamente desde fevereiro de 2025, após a deflagração da Operação Turfe da Polícia Federal.

Desdobramentos da operação

A defesa de Lindomar informou que vai recorrer da sentença, alegando falhas no processo durante a investigação. A Justiça também ordenou a condenação de ao menos 17 outros envolvidos na operação. O grupo operava globalmente, com entregas previstas para portos europeus como Antuérpia, Roterdã e Gioia Tauro.

A organização utilizava contas de empresas de fachada para movimentar recursos e manter ocultos os lucros ilícitos. Bens de luxo eram adquiridos com dinheiro vivo, em especial por meio de familiares de Lindomar e de parceiros internacionais. A operação envolveu ainda uma segunda organização de câmbio paralela, ligada aos irmãos paraguaios Riquelme Oviedo.

Início da investigação e impactos

A investigação teve início com uma notícia-crime da DEA em junho de 2020, seguida de infiltração policial autorizada em novembro daquele ano. O objetivo foi obter acesso direto a Lindomar e Cristiano em reuniões presenciais e virtuais, para mapear a cadeia de suprimentos, financiamento e operações de fachada.

A denúncia aponta que os líderes tinham mais de uma década de experiência no tráfico, com redes de atuação na Europa. As informações indicam ainda que as operações tinham forte conexão com narcotraficantes no exterior e uso de empresas de fachada para ocultar fluxos de dinheiro.

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