- O Brasil foi consultado pelo Paraguai sobre a possível reintegração da Venezuela ao Mercosul.
- A discussão deve ocorrer na cúpula do Mercosul marcada para 30 de junho, em Assunção, entre Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Argentina.
- A Argentina pode contestar a ideia de retorno da Venezuela ao bloco.
- A proposta é que a reintegração seja feita de forma escalonada, com prazo de até quatro anos para a Venezuela cumprir as normas do Mercosul.
- A Venezuela foi suspensa em dois mil e dezessete por romper a cláusula de democracia; há dívidas com o Mercosul relacionadas à PDVSA que poderiam ser tratadas na renegociação.
O Brasil foi consultado pelo Paraguai sobre a possibilidade de reintegrar a Venezuela ao Mercosul. A ideia é discutir o tema entre os países-membros na cúpula prevista para 30 de junho, em Assunção, Paraguai. A proposta envolve uma inclusão gradual do país no bloco.
Segundo interlocutores, a discussão pode enfrentar resistência da Argentina. A gestão atual do Mercosul está sob o comando de Santiago Peña, presidente do Paraguai, até o fim do ano, que defende um processo escalonado de reintegração.
Contexto político e histórico
A Venezuela participou do Mercosul entre 2012 e 2016. Em 2017, foi suspensa por violar o requisito democrático do bloco. Nos anos seguintes, o país acumulou dívidas com órgãos do Mercosul, em especial pela PDVSA, a estatal de petróleo. A hipótese de retorno também pode abrir espaço para renegociação dessas dívidas.
A avaliação interna do bloco aponta que, se aprovada, a reintegração ocorreria em etapas, com um prazo de até quatro anos para que o país adote plenamente as normas do Mercosul. O objetivo é assegurar conformidade institucional antes da plena integração.
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