- Rafael López Aliaga, do Renovación Popular, pediu novas eleições no Peru em um prazo de 48 horas, ameaçando não reconhecer os resultados caso o Júri Nacional de Eleições não convoque eleições até domingo.
- Aliaga liderou uma passeata de centenas de pessoas na quinta-feira, 14, para contestar a apuração da votação de 12 de abril.
- Roberto Sánchez, da coalizão Juntos pelo Peru, avançou ao segundo turno e enfrentará Keiko Fujimori, da Força Popular; Sánchez teve cerca de 12% dos votos e aliaga ficou em 11,9%.
- Keiko Fujimori lidera o primeiro turno com 17,1% dos votos; o Júri Nacional de Eleições tem 48 horas para estabelecer as novas eleições.
- O segundo turno está marcado para 7 de junho, em meio a instabilidade política no país; a União Europeia informou não ter encontrado evidências de fraude.
Rafael López Aliaga, candidato à presidência pelo Renovación Popular, pediu a convocação de novas eleições no Peru em 48 horas. A medida foi anunciada após ficar fora do segundo turno e caso o Júri Nacional de Eleições não ligue a novo pleito até domingo.
Na noite de quinta-feira (14), Aliaga conduziu uma passeata com centenas de apoiadores para contestar a apuração da votação realizada em 12 de abril. O adversário de esquerda Roberto Sánchez já havia avançado ao segundo turno e enfrentará Keiko Fujimori, da Força Popular.
Roberto Sánchez recebeu 12% dos votos, abrindo vantagem de cerca de 20 mil sobre Aliaga (11,9%). Keiko Fujimori lidera o primeiro turno com 17,1%. O JNE afirmou ter prazo de 48 horas para anunciar decisões sobre novas eleições.
Aliaga afirmou que, se a lista oficial for publicada, contestará a ata por supostas irregularidades. Segundo ele, houve perdas de atas e falhas no processo, o que, na sua visão, configura fraude. O protesto terminou diante da sede do JNE, no centro de Lima.
Durante o primeiro turno, atrasos no envio de material eleitoral impediram cerca de 50 mil eleitores de votar, levando as autoridades a estenderem a votação por um dia. Uma missão da União Europeia informou não ter encontrado elementos que sustentem narrativas de fraude.
Keiko Fujimori e Sánchez disputarão a eleição de 7 de junho, que tem ocorrido em um contexto de alta instabilidade política no Peru, país que já teve oito presidentes desde 2016. Com informações da AFP.
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