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Rússia e Ucrânia trocam 410 prisioneiros de guerra, 205 de cada lado

Troca de 205 prisioneiros de cada lado sinaliza a primeira etapa de libertar mil combatentes, mediada pelos Estados Unidos, enquanto as negociações de paz permanecem paralisadas

Militares ucranianos e ex-prisioneiros de guerra reagem após pisarem em solo ucraniano depois de uma troca de prisioneiros com a Rússia , em meio ao ataque russo à Ucrânia, em um local não divulgado na Ucrânia, em 15 de maio de 2026
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  • Rússia e Ucrânia trocaram 205 prisioneiros de guerra de cada lado nesta sexta-feira, parte de um acordo ligado a um cessar-fogo de três dias mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • Zelenskiy afirmou que essa foi a primeira etapa de uma troca maior, com a libertação de mil prisioneiros de guerra de cada lado acordada entre Kiev e Moscou.
  • A inteligência militar ucraniana informou que muitos libertados eram de Mariupol, incluindo várias dezenas de oficiais, além de soldados e sargentos.
  • Houve também a troca de corpos: a Rússia entregou 526 e recebeu 41.
  • Kiev e Moscou agradeceram aos Emirados Árabes Unidos pela mediação; os dois lados seguem com dificuldades em retomar negociações de paz, enquanto o cessar-fogo permanece marcado por violações.

Rússia e Ucrânia realizaram nesta sexta-feira, 15, a troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado. O acordo faz parte de um cessar-fogo de três dias, mediado pelos Estados Unidos. Zelensky disse que essa é apenas a primeira etapa de uma troca maior, com a libertação de mil prisioneiros de guerra no total.

Segundo o presidente ucraniano, 205 ucranianos retornaram para casa, muitos capturados desde 2022. Zelenky publicou fotos de militares sorridentes, alguns com bandeiras ucranianas. Um participante da troca descreveu a celebração ao retornar como um alívio após anos de espera.

A inteligência militar ucraniana HUR informou que muitos libertados estavam entre os que deflagraram a defesa de Mariupol. Além de soldados, dezenas de oficiais também voltaram à Ucrânia. As informações indicam que o retorno envolve principalmente combatentes capturados há anos.

Os dois países também realizaram a troca de corpos de militares mortos em combate. A Rússia entregou 526 corpos à Ucrânia e recebeu 41, conforme relato das fontes oficiais. Kiev e Moscou agradeceram a mediação dos Emirados Árabes Unidos pelo acordo.

Detalhes da troca

O Ministério da Defesa russo informou que seus militares permanecerão em Belarus, onde recebem apoio logístico e médico. A operação de hoje ocorreu sob o guarda-chuva do cessar-fogo negociado no início do mês, com a participação de terceiros.

Ainda segundo as fontes, a troca de prisioneiros foi acompanhada por equipes de ambas as partes, com verificação de identidades e conformidade com os termos acordados. A comitiva ucraniana indicou que várias dezenas de oficiais integraram o grupo libertado.

Contexto de paz e desdobramentos

As trocas aparecem entre os poucos resultados concretos das negociações mediadas pelos EUA, que procuram reduzir a violência no conflito. O cessar-fogo de 9 a 11 de maio foi violado por incidentes em várias regiões, levando a novas perdas.

Pouco tempo após o fim do cessar-fogo, a Rússia lançou grande ataque aéreo contra a Ucrânia, com drones e mísseis, resultando em diversas mortes. Kiev respondeu com ações de drone contra alvos russos, incluindo infraestrutura estratégica.

As informações indicam que o processo de paz permanece fragilizado, com dificuldades para avançar em negociações mais amplas. A troca desta sexta-feira representa, no entanto, um passo concreto em direção à humanização de parte do conflito.

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