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Transição de tecnologia de baixo carbono pode colocar Brasil na liderança

Brasil pode liderar tecnologias de baixo carbono, diz diplomata; GSCEA acelera empreendedorismo verde entre países em desenvolvimento, legado da COP-30

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  • Brasil pode liderar tecnologias de baixo carbono ainda em estágio pré-comercial, como gaseificação de biomassa, eletrolisadores para hidrogênio verde e combustível sustentável de aviação (SAF).
  • O diplomata Pedro Ivo Ferraz da Silva, que palestrou no São Paulo Innovation Week em 15 de maio, destacou oportunidades concretas no SAF devido à biotecnologia e aos biocombustíveis brasileiros.
  • Silva, que neste ano preside o comitê de tecnologia da ONU sobre mudança do clima (UNFCCC), reforça a importância de desenvolver e transferir tecnologias para reduzir emissões e enfrentar o aquecimento global.
  • A COP-30 marcou a criação da Global South Cleantech Entrepreneurship Alliance (GSCEA), uma aliança de países em desenvolvimento para acelerar empreendedorismo verde e soluções de tecnologias limpas.
  • O objetivo da GSCEA é explorar sinergias, atender demandas comuns e internacionalizar soluções de países com desafios semelhantes.

Pedro Ivo Ferraz da Silva, um dos palestrantes do São Paulo Innovation Week (SPIW), assumiu neste ano a presidência do Comitê Executivo de Tecnologia da UNFCCC, órgão da ONU que trata da mudança do clima. A nomeação marca a primeira vez em que o Brasil comanda o comitê.

Durante o SPIW, na sexta-feira 15, o diplomata discutiu o papel de tecnologias de baixo carbono na conjuntura climática atual. Ele destacou oportunidades para o Brasil avançar em áreas como gaseificação de biomassa, eletrolisadores para hidrogênio verde e SAF, o combustível sustentável de aviação.

Segundo Silva, a transição tecnológica depende de ampliar o acesso a soluções ainda em estágio pré-comercial. O Brasil pode liderar o mercado de SAF ao combinar biotecnologia com biocombustíveis, oferecendo opções de baixa emissão no setor.

Legado da COP-30

O diplomata ressaltou que a COP-30, realizada no Brasil, fomentou inovações e reforçou a relevância de tecnologias limítrofes. A atuação brasileira no UNFCCC reforça a participação do país em discussões sobre desenvolvimento e transferência de tecnologias climáticas.

Ele também citou obstáculos à adoção de tais tecnologias, como a concentração de capacidades em poucos países. Para contornar esse cenário, é citada a GSCEA, aliança global de países em desenvolvimento lançada na COP-30, dedicada a acelerar o empreendedorismo verde.

A GSCEA visa explorar sinergias, consolidar demandas e internacionalizar soluções de nações com desafios comuns. A iniciativa busca fortalecer ecossistemas de inovação e facilitar o acesso a financiamento para tecnologias limpas.

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