- Trump afirmou à Fox News que não vai ser mais paciente com o Irã após conversar sobre a guerra com Xi Jinping, pedindo um acordo.
- A Casa Branca disse que Trump e Xi concordaram em manter a rota do Estreito de Ormuz aberta, apesar das tensões e da recusa do Irã em encerrar seu programa nuclear.
- O Irã encerrou, na prática, a navegação pelo estreito após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro, e as negociações para encerrar o conflito estão paralisadas.
- Em incidentes recentes, um carregador indiano foi afundado perto de Omã; 14 tripulantes foram resgatados, e a embarcação pode ter sido atingida por míssil ou drone.
- Países como Japão e China tiveram navios passando pelo estreito sob condições acordadas, com o Irã buscando acordos para permitir a passagem mediante termos específicos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar perdendo a paciência com o Irã após discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim. A declaração ocorreu na quinta-feira, 14, e coincidiu com a captura de um navio perto dos Emirados Árabes Unidos pelo Irã, durante o bloqueio do Estreito de Ormuz.
A Casa Branca informou que Trump e Xi concordaram, nas conversas, em manter a rota marítima aberta, essencial para cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. A tensão vem de ataques conjuntos dos EUA e Israel a partir de 28 de fevereiro, que ampliaram a crise no abastecimento global de energia.
O Irã mantém o bloqueio ao estreito e se recusa a encerrar seu programa nuclear ou a abrir mão do urânio enriquecido. Trump disse à Fox News que não vê necessidade de revelar o estoque de urânio por motivos apenas de relações públicas, enquanto a IAÉA estima que o material possa apoiar até dez ogivas.
Tensão no mar
Um cargueiro indiano que transportava gado foi afundado na água próximo a Omã; nenhum dos 14 tripulantes ficou ferido, segundo a guarda costeira omanita. A Vanguard aponta que a embarcação pode ter sido atingida por míssil ou drone. Separadamente, houve relato de entrada de pessoas não autorizadas em um navio ancorado em Fujairah, sob custódia iraniana, segundo a UKMTO.
A Casa Branca informou que, após o encontro entre Trump e Xi, os dois concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto e que a China se opõe à militarização da passagem. A Guarda Revolucionária iraniana chegou a anunciar uma cobrança de 2 milhões de dólares para a travessia de navios autorizados.
Trump afirmou ainda que Xi prometeu não fornecer equipamentos militares ao Irã e demonstrou interesse em ampliar as importações de petróleo dos EUA para reduzir a dependência do estreito. O ministro do Tesouro americano, Scott Bessent, que também esteve em Pequim, disse que os chineses devem agir para facilitar a abertura do estreito.
Impasse na diplomacia
O objetivo de Trump era obter apoio de Xi para encerrar a guerra com o Irã de modo aceitável para os EUA, em meio a eleições de meio de mandato. Analistas consideram improvável que a China pressione fortemente Teerã, dado o papel estratégico do Irã na contenção de Washington no Oriente Médio.
O processo diplomático está paralisado desde a semana passada, com EUA e Irã rejeitando propostas recentes. Enquanto isso, Teerã negocia com outros países para permitir a passagem de navios mediante termos próprios. Um petroleiro japonês atravessou a passagem na quarta-feira, com contato bilaterais entre Japão e Irã. Um grande petroleiro chinês também passou, elevando o total para 30 embarcações desde quarta-feira.
Entre na conversa da comunidade