- Trump encerrou uma visita de menos de 48 horas à China, com encontros cordiais com Xi Jinping para tratar de comércio, Taiwan, tecnologia e Irã.
- O presidente americano afirmou ter obtido “múltiplos acordos”, incluindo a venda de 200 aeronaves Boeing.
- Xi Jinping descreveu a viagem como histórica e emblemática, dizendo que foi traçada uma nova orientação para a relação bilateral nos próximos três anos ou mais.
- O encontro principal ocorreu no Grande Palácio do Povo, seguido de visitas ao Templo do Céu e a um banquete de Estado, com Xi alertando sobre riscos de conflito relacionado a Taiwan.
- Na manhã de sexta, Trump disse à Fox News que houve avanços em soja, petróleo e aviões, enquanto a Casa Branca não divulgou detalhes de eventuais acordos fechados.
Trump e Xi encerram visita de Estado à China após 48 horas de encontros e tom cordial
O presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou nesta sexta-feira 15/05 uma visita de Estado de menos de 48 horas a Pequim, após duas reuniões com o presidente chinês Xi Jinping. A agenda tratou de comércio, Taiwan, tecnologia e Irã. O Air Force One decolou de Pequim levando o líder americano de volta aos EUA.
A despedida no aeroporto contou com a presença do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que se tornou parte da cerimônia de saída, repetindo o formato da chegada. Um tapete vermelho ladeado por guarda avançada e jovens com bandeiras marcou o momento.
Trump descreveu a visita como muito bem-sucedida, segundo a agência estatal Xinhua, ressaltando acordos importantes e uma série de consensos alcançados. Xi classificou o encontro como histórico e emblemático, apontando uma nova orientação para a relação bilateral.
Durante as primeiras horas na cidade, os dois estadistas participaram de uma reunião em Zhongnanhai, no complexo próximo à Cidade Proibida. O encontro durou mais de duas horas, seguido de visitas ao Templo do Céu e de um banquete de Estado.
Avanços comerciais e acordos anunciados
A pauta econômica concentrou-se em ampliar compras chinesas de produtos agrícolas e aviões de passageiros, além da criação de um conselho para gerenciar divergências e evitar uma repetição da guerra comercial. Os objetivos técnicos passaram por acordos que favoreçam as duas partes.
Trump afirmou, em entrevista à Fox News, que a China concordou em adquirir 200 aeronaves Boeing, o que, segundo ele, deverá gerar empregos nos EUA. A Casa Branca não detalhou formalmente os termos durante a cúpula.
Questões de Taiwan, petróleo e Irã
Xi advertiu que divergências sobre Taiwan podem levar a confrontos se mal geridas, ressaltando que não há vencedores em guerra comercial. O tema foi citado sem detalhe de acordo, e a Casa Branca não listou Taiwan em seu resumo oficial.
Ainda na pauta, o Irã ganhou destaque. Trump afirmou que a China ofereceu ajuda para manter o Estreito de Ormuz aberto ao transporte de petróleo e gás, uma rota estratégica para o abastecimento global. A China mantém interesses nesse corredor estratégico.
Perspectivas e próximos passos
Ao fim da visita, Trump mencionou que ambos os lados buscam resultados práticos e evitar conflitos desnecessários. Analistas destacam que a relação sino-americana continua complexa, com ganhos em comércio, tecnologia e segurança regional para os próximos anos.
A China, segundo autoridades, pretende manter uma relação de estabilidade estratégica construtiva com os EUA nos próximos três anos ou mais, buscando equilíbrio entre cooperação econômica e questões geopolíticas.
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