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UE e 36 países aprovam tribunal especial para julgar invasão russa na Ucrânia

Com adesão de trinta e quatro membros do Conselho da Europa, União Europeia, Austrália e Costa Rica, surge tribunal para julgar agressão russa na Ucrânia

Em Mariupol, no leste da Ucrânia, uma bandeira ucraniana rasgada tremula diante de um prédio destruído. (Imagem ilustrativa)
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  • União Europeia, 34 membros do Conselho da Europa, Austrália e Costa Rica aprovaram a criação de um tribunal especial para julgar a invasão russa na Ucrânia.
  • O Comitê de Ministros do Conselho da Europa aprovou uma resolução que estabelece as bases do “comitê de direção” do futuro tribunal, anunciado por Volodymyr Zelensky no ano passado.
  • O objetivo é contornar a impossibilidade de julgar o crime de agressão no Tribunal Penal Internacional, já que a Rússia não reconhece esse tribunal.
  • A Rússia afirmou que considerará nulas as decisões do futuro tribunal; ela foi excluída do Conselho da Europa em 2022.
  • Doze países do Conselho da Europa ainda não aderiram à iniciativa, entre eles Hungria, Eslováquia, Bulgária, Malta, Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Albânia, Armênia, Azerbaijão, Geórgia e Turquia.

Em Chisinau, Moldávia, o Comitê de Ministros do Conselho da Europa aprovou, nesta sexta-feira (15), uma resolução que estabelece as bases do comitê de direção do futuro tribunal especial para julgar a invasão russa na Ucrânia. A União Europeia, a Austrália e a Costa Rica também anunciaram a adesão ao projeto.

O objetivo é criar um órgão judicial capaz de julgar o crime de agressão, difícil de processar no Tribunal Penal Internacional, do qual Moscou não participa. A iniciativa foi anunciada no ano passado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, após acordo com o Conselho da Europa, órgão com 46 membros.

O futuro tribunal busca contornar limitações do TPI e sustentar responsabilização internacional pela agressão russa. O Conselho da Europa afirma que a medida reforça o quadro de direitos humanos na região e amplia a cooperação entre os signatários.

Apoio internacional e objetivos do tribunal

A confirmação de adesão ocorreu durante a reunião do Comitê de Ministros em Chisinau, com representantes das Relações Exteriores de Estados-membros. A iniciativa visa estabelecer mecanismos de investigação, julgamento e cooperação jurídica entre os países signatários.

O comitê de direção do tribunal será responsável por definir as regras processuais, a composição do órgão e o cronograma de atuação. A expectativa é avançar na responsabilização de ações de invasão e violações dos direitos humanos ocorridas na Ucrânia.

Ausências entre os signatários

Doze membros do Conselho da Europa ainda não aderiram à proposta. Entre eles estão Hungria, Eslováquia, Bulgária e Malta, além de Sérvia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Albânia, Armênia, Azerbaijão, Geórgia e a Turquia. A falta de participação de alguns países foi destacada por analistas como um entrave político.

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