- A visita de Donald Trump à China, a primeira de um presidente americano em quase dez anos, incluiu visitas a locais históricos emblemáticos.
- Grande Salão do Povo: cerimônia de recepção com banda militar e crianças acenando; edifício inaugurado em 1959, sede da Assembleia Popular Nacional, com auditório para mais de 10 mil pessoas.
- Templo do Céu: o complexo imperial de 600 anos foi visitado pelos dois líderes; Trump o descreveu como um lugar magnífico, sendo ele o segundo presidente dos Estados Unidos em exercício a conhecê-lo, após Ford, em 1975.
- Zhongnanhai: no segundo dia, Xi e Trump posam para a “foto da amizade” e apertam as mãos no complexo próximo à Cidade Proibida, sinal de proximidade para autoridades estrangeiras.
- A viagem parece ter sido planejada para exibir a história, o poder e a abertura de Pequim a visitantes internacionais.
O presidente Donald Trump visitou a China nesta semana, a primeira de um líder americano em quase dez anos. Pequim preparou um roteiro que destacou locais históricos e símbolos de poder, com visitas e cerimônias públicas. Xi Jinping acompanhou as atividades, fortalecendo a leitura de abertura ao visitante.
A agenda enfatizou protocolo e prestígio, com checagens de segurança rigorosas e recepções oficiais. O objetivo é demonstrar a influência histórica da China e a disposição de manter portas abertas a visitantes estrangeiros. A visita ocorre em meio a negociações bilaterais em curso.
Grande Salão do Povo
Trump participou de uma cerimônia de recepção com banda militar e crianças a acenar, no Grande Salão do Povo. O prédio, inaugurado em 1959, abriga a Assembleia Popular Nacional e recebe líderes estrangeiros. O espaço tem capacidade para mais de 10 mil pessoas.
O local fica a oeste da Praça da Paz Celestial e simboliza a grandiosidade do aparato estatal chinês. Entre salões de negociação e banquetes, a estrutura já recebeu visitas de outras lideranças de alto escalão, reforçando o papel central do local nas relações internacionais.
Templo do Céu
Após as conversas bilaterais, a dupla visitou o Templo do Céu, conjunto imperial com cerca de 600 anos de história. Trump descreveu o local como magnífico. O espaço é conhecido pela disposição de seus edifícios que remete à relação entre Terra e Céu.
O Templo do Céu foi palco de sacrifícios e orações na dinastia Ming e Qing, refletindo a visão de governança associada à autoridade divina dos imperadores. O local é um marco turístico e histórico relevante para a diplomacia cultural.
Zhongnanhai
No segundo dia, Xi e Trump posaram para uma foto da amizade e apertaram as mãos em Zhongnanhai, jardim imperial próximo à Cidade Proibida. O complexo abriga escritórios e residências dos líderes chineses e é fortemente vigiado.
Receber visitas em Zhongnanhai é visto como sinal de proximidade e reconhecimento. O local, restrito e bem protegido, representa o bastião estratégico do poder político de Pequim e reforça o simbolismo da visita.
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