- Presidente dos EUA, Donald Trump, visitou Pequim e participou de um tour por Zhongnanhai, alta casa de poder onde vivem e trabalham dirigentes chineses, guiado pelo presidente Xi Jinping.
- A viagem de dois dias teve pompa e pouca definição sobre acordos de políticas entre os dois países.
- Zhongnanhai é visto como o “quartel-general” político da China e recebe autoridades estrangeiras com frequência; Putin já esteve lá, assim como Alexander Lukashenko.
- Trump elogiou Xi em entrevista gravada para a Fox News, citando uma relação bilateral “nova” e dizendo ter visto promessas de cooperação, incluindo relações sobre petróleo, aeronaves e produtos agrícolas, embora a China não tenha detalhado os termos.
- Além das visitas, o clima segue a busca por avanços em comércio, com foco em possíveis acordos e na construção de uma segunda cúpula prevista para setembro, após convite de Trump para Xi aos Estados Unidos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou a visita a Pequim com um deslocamento ao Zhongnanhai, o complexo histórico guardado onde residem e trabalham os principais líderes chineses. A visita de dois dias manteve o tom de cerimonial, sem detalhes claros sobre acordos de políticas mútuas.
O roteiro foi conduzido pelo presidente Xi Jinping, em uma oportunidade para a imprensa. O encontro acontece em meio a tensões comerciais e ao conflito no Irã, mas os líderes buscaram demonstrar disposição de aproximação. Trump classificou a passagem pelo local como uma experiência incrível.
Xi descreveu o relacionamento bilateral como novo e prometeu enviar sementes de rosas apreciadas durante o passeio, a que Trump respondeu com elogios. Zhongnanhai fica a cerca de 20 km a leste da Praça Tiananmen e é visto como a sede de poder do governo comunista.
Contexto e diplomacia
O Zhongnanhai é reconhecido como um símbolo da elite política de Beijing; visitas de dignitários estrangeiros costumam ser interpretadas como sinal de proximidade. Durante o passeio, Xi mencionou visitas anteriores de outros líderes, incluindo Vladimir Putin e Alexander Lukashenko, ao local, ressaltando a raridade de entradas no recinto.
Histórico de visitas de presidentes norte-americanos também é citado, com registros de Obama, Bush e Nixon na década de 1970. A tensão entre comércio e relações internacionais molda o cenário para a reunião entre Trump e Xi, já anunciada como etapa central do diálogo entre as duas maiores economias.
Pontos abordados e próximos passos
Antes do passeio, Trump concedeu entrevista à Fox News elogiando Xi como conciliador e estratégico. Segundo o presidente dos EUA, Xi teria sinalizado não fornecer armamentos ao Irã, mas manteria relações comerciais previsíveis, com interesse em manter o fluxo de petróleo.
O governo chinês, por meio do ministério das Relações Exteriores, indicou esforços contínuos para facilitar o fim do conflito no Irã por vias diplomáticas, sem aprofundar detalhes de possíveis acordos. China é grande compradora de petróleo iraniano e parceira comercial relevante para Pequim.
Trump afirmou que, durante as tratativas, haveria avanços em negociações para venda de petróleo americano, aeronaves e produtos agrícolas, embora as autoridades chinesas não tenham confirmado tais acordos no momento. Analistas destacam o papel de Beijing em posicionar-se como ator global diante de tarifas norte-americanas.
O presidente americano afirmou que a visita busca resultados concretos para negócios, empregos e parcerias. A agenda de Trump e Xi inclui novas declarações conjuntas, ainda sem divulgação de conteúdos específicos, reforçando a mensagem de cooperação entre as duas nações.
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