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China sinaliza cortes de tarifas e maior acesso ao mercado agrícola Trump-Xi

China sinaliza cortes de tarifas e maior acesso ao mercado agrícola dos EUA, com acordos preliminares para reduzir barreiras não tarifárias e acelerar conclusão

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o presidente chinês, Xi Jinping, após uma visita ao Jardim Zhongnanhai em Pequim, China, em 15 de maio de 2026. REUTERS/Evan Vucci/Pool/File Photo
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  • China e os Estados Unidos sinalizaram ampliar o comércio agrícola por meio de reduções tarifárias e medidas para reduzir barreiras não tarifárias e melhorar o acesso ao mercado, após a cúpula em Pequim.
  • Os acordos são preliminares e serão finalizados o mais rápido possível, segundo o Ministério do Comércio da China.
  • As importações agrícolas dos EUA pela China ainda enfrentam uma taxa adicional de 10%, e o comércio caiu 65,7% em relação ao ano anterior, estimando US$ 8,4 bilhões em 2025, segundo dados do USDA.
  • As partes discutem reduções tarifárias recíprocas em uma série de produtos, porém não foram especificados quais; observadores aguardam, entre eles, um corte de 10% sobre a soja.
  • O Ministério afirmou que houve acordo para resolver ou avançar substancialmente em barreiras não tarifárias e no acesso ao mercado, o que pode permitir que compradores comerciais retomem o mercado.

A China e os Estados Unidos chegaram a acordos preliminares para ampliar o comércio agrícola por meio de reduções tarifárias e melhoria do acesso ao mercado, após a cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump em Pequim nesta semana. O Ministério do Comércio da China informou que os entendimentos devem ser finalizados o quanto antes.

Segundo a pasta, as medidas visam reduzir barreiras não tarifárias e facilitar o comércio bilateral de produtos agrícolas. Não foram especificados quais itens devem sofrer cortes de tarifas, mas há expectativa de ajustes em uma lista de produtos.

O contexto recente mostra que as importações agrícolas americanas pela China enfrentam uma sobretaxa de 10% após reduções anteriores, e o comércio entre as duas nações caiu 65,7% em comparação ao ano anterior, para US$ 8,4 bilhões em 2025, conforme dados do USDA.

Perspectivas de mercado

Observadores indicam que pode haver queda de cerca de 10% nas tarifas sobre a soja, o que pode estimular as esmagadoras privadas chinesas a retomarem compras, hoje limitadas devido aos menores volumes da safra passada.

O ministério informou ainda que houve acordo para avançar na redução de barreiras não tarifárias e em questões de acesso ao mercado, com progressos substanciais, sem detalhar prazos ou produtos específicos.

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