- Um dos foragidos da sexta fase da Operação Compliance Zero foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, neste sábado (16/5), segundo a Polícia Federal.
- Victor Lima Sedlmaier é suspeito de integrar o coletivo hacker Os Meninos e de usar documentos falsos para facilitar a fuga.
- A PF informou que houve cooperação policial internacional, e o investigado não foi admitido no país, devendo ser deportado ao Brasil.
- Em depoimento, Sedlmaier afirmou que trabalhava para Sedlmaier desde 2024, com funções envolvendo conserto de computadores, deslocamento de veículo, recarga de celular e desenvolvimento de software de inteligência artificial, além de ter limpado o apartamento do líder no dia 5 de março.
- A investigação aponta uso de documentação falsa em 4 de março, quando a PRF abordou um veículo ligado a um dos integrantes, com um documento em nome de Marcelo Souza Gonçalves, cuja foto era de Victor Sedlmaier.
Victor Lima Sedlmaier, suspeito de integrar o grupo hacker conhecido como “Os Meninos”, foi preso em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, neste sábado (16/5). A prisão ocorreu durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, decretada pelo STF.
O anúncio foi feito pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos. Sedlmaier estava foragido desde 14/5, data de deflagração da operação ordenada pelo ministro André Mendonça.
A PF informou que houve cooperação policial internacional com autoridades dos Emirados Árabes Unidos. O objetivo foi a não admissão do investigado no país e sua deportação imediata ao Brasil.
Sedlmaier prestou depoimento à PF afirmando que trabalhava para o líder do grupo desde 2024. Segundo ele, as atividades incluíam conserto de computadores e desenvolvimento de software de IA.
A PF descreve que Sedlmaier participou da limpeza do apartamento do líder no dia 5 de março, um dia após a terceira fase da Compliance Zero. A medida visou desmobilizar o imóvel e possível ocultação de provas.
Documentos e acusações
A investigação aponta uso de documentos falsos em 4 de março, quando a PRF abordou um carro ligado a Vorcaro. O veículo era dirigido por David Alves; Mourão, que era do chefe, tirou a vida na carceragem da PF.
No relatório de prisão, a PF reforça que o episódio aumenta a gravidade das imputações contra Sedlmaier. A menção inclui ligação ao núcleo hacker e uso potencial de documentação falsa para fuga.
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