- Lu Jianwang, de 64 anos, foi considerado culpado por atuar como agente estrangeiro não autorizado para a China, ligado ao que as autoridades dizem ter sido uma estação policial secreta em Manhattan.
- O espaço ficava em um prédio com fachada de vidro no Chinatown; a defesa afirma que era para ajudar expats a renovar a carteira de motorista e para atividades sociais, como pingue-pongue.
- A FBI realizou uma operação no local em 2022, após acusações de que o espaço era usado para monitorar críticos do governo chinês.
- O co-rréu Chen Jinping já havia se declarado culpado por ajudar a estabelecer o centro, que as autoridades descrevem como parte de uma rede de espionagem.
- Em paralelo, a prefeita de Arcadia, Eileen Wang, reconheceu ter publicado propaganda a mando de autoridades chinesas; especialistas apontam um esforço global de influência chinesa.
Lu Jianwang, 64 anos, foi considerado culpado nesta semana de atuar como agente estrangeiro não autorizado para a China. A decisão envolve a operação de um suposto centro de polícia no exterior, instalado em Manhattan, em um espaço alugado em Chinatown. A acusação sustenta que o local funcionava como uma estação policial secreta, vinculada ao governo chinês, em detrimento da lei americana.
O espaço foi aberto em 2022, em um edifício de vidro com vista para um restaurante de ramen. Segundo a Procuradoria, Lu recebia ordens do governo chinês para monitorar dissidentes e facilitar atividades de cooperação com autoridades chinesas, incluindo verificação de localização de críticos. Chen Jinping, colega de Lu, já havia se declarado culpado de atuar como agente estrangeiro não autorizado.
A revelação levou a uma ação do FBI que resultou na prisão do acusado e na apreensão do espaço, considerado pela Justiça como parte de uma rede de operações encobertas. O caso se desmembrou na mesma semana em que um político da Califórnia reconheceu culpa em acusação semelhante, elevando o debate sobre a atuação da China no exterior.
Contexto global
Especialistas descrevem as ações como parte de uma estratégia maior, que combina influência cultural e operações de espionagem. A China é investigada por estabelecer centenas de supostas estações pelo mundo, com países angariando apoio de comunidades chinesas no exterior. Observadores ressaltam que a repressão a críticas ao governo chinês é um objetivo central dessa linha de atuação.
Autorização para atividades administrativas e serviços consulares é apontada por autoridades como uma explicação oficial para tais espaços. A imprensa externa indica, no entanto, que o objetivo real envolve monitoramento de dissidentes e vários tipos de influência política. Analistas destacam que esse tipo de atuação requer tempo e recursos legais para comprovar irregularidades.
A mãe de ações de Beijing, segundo especialistas, envolve uma rede ampla de orçamento, pessoas e estruturas que trabalham para manter o que descrevem como estabilidade interna. Para pesquisadores, o esforço não se resume a operações individuais, mas a uma campanha contínua de observação e persuasão de comunidades no exterior.
Entre na conversa da comunidade