- A polícia usou gás lacrimogêneo contra manifestantes em El Alto, Bolívia, para tentar remover bloqueios de estradas que paralisaram o acesso a La Paz por quase duas semanas.
- Parte dos manifestantes respondeu atirando pedras durante confrontos com as forças de segurança.
- O governo havia anunciado o envio de cerca de 3.500 agentes para desmantelar os bloqueios, em meio à escassez de alimentos, combustível e suprimentos médicos.
- O governo acusou apoiadores do ex-presidente Evo Morales de financiar os protestos; a acusação foi negada por aliados de Morales.
- Uma marcha de apoiadores de Morales está em direção a La Paz, antes das manifestações previstas para segunda-feira.
A polícia de El Alto, na Bolívia, usou gás lacrimogêneo contra manifestantes neste sábado (16) que tentavam desobstruir bloqueios de estradas. A medida visava reabrir o acesso à La Paz, paralisado por quase duas semanas. Os protestos também contavam com pedras lançadas pelos manifestantes.
Confrontos ocorreram em vários pontos dos bloqueios, onde agentes da segurança foram repelidos. Mulheres entre os manifestantes lideravam cânticos pedindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz, em meio à tensão com as forças locais.
A operação policial, anunciada pela manhã, envolveu cerca de 3.500 agentes para desmantelar dezenas de bloqueios. A crise ocorre em meio a escassez de alimentos, combustível e suprimentos médicos no país.
Contexto e desdobramentos
O governo boliviano acusa apoiadores do ex-presidente Evo Morales de financiar parte dos protestos. Morales e aliados negaram as acusações em reports anteriores. As informações apontam para um acirramento da disputa política no país.
Amanhã, segunda-feira, está prevista uma marcha de apoiadores de Morales rumo a La Paz, ampliando a possibilidade de novos confrontos. As autoridades avaliam o impacto dessas ações na continuidade do abastecimento básico.
Perspectivas para a semana
Fontes oficiais afirmam que novas operações podem ocorrer para assegurar a circulação em vias estratégicas. Organizações de direitos humanos pedem contenção e proteção a civis durante as ações de segurança.
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