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Brasil leva agenda de terras raras ao G7 em meio à corrida por minerais

Brasil leva pauta de terras raras ao G7 para diversificar fornecimento mundial e reduzir a dependência da China, com foco em industrialização e investimentos

Símbolos e números atômicos de elementos de terras raras: iniciativa privada avança no setor
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, viaja neste fim de semana para a França para representar o Brasil no G7, como país convidado.
  • O objetivo é enfatizar terras raras e minerais críticos como alternativa à dominância chinesa no mercado global de insumos tecnológicos e energia.
  • Entre os materiais em foco estão terras raras, nióbio e grafeno, usados em carros elétricos, turbinas eólicas, semicondutores e sistemas de IA.
  • Projetos privados brasileiros, como Serra Verde, com parceria da USA Rare Earth, apontam para a construção de uma cadeia industrial fora da Ásia, com mais de US$ 1 bilhão recebidos em investimentos nos últimos 16 anos.
  • O governo pretende ampliar investimentos estrangeiros no setor, mantendo o controle nacional dos recursos e incentivando a industrialização local, com retorno de longo prazo; Durigan retorna ao Brasil na quarta-feira, 20, após cancelar a etapa de Moscou.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarcou neste fim de semana para a França com uma agenda estratégica. O foco central é terras raras e minerais críticos, tema emergente nas discussões globais sobre indústria, tecnologia e segurança energética.

Durigan participa da reunião de ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, em que o Brasil atua como país convidado. A viagem inclui encontros bilaterais, além de debates sobre inteligência artificial e energia.

Entre os temas, o governo aponta a intenção de ampliar a atuação brasileira em minerais estratégicos sem abrir mão do controle sobre os recursos naturais. A proposta envolve incentivar a industrialização e o agregado de valor no Brasil.

A narrativa brasileira cita terras raras, nióbio e grafeno como pilares para a indústria tecnológica e a transição energética. Atualmente a China detém grande parte da produção e do processamento desses minerais.

No setor privado, a Serra Verde afirmou que o Brasil tem potencial para ampliar sua presença na cadeia global de terras raras. A empresa opera projeto em Goiás e integra operações com a USA Rare Earth.

Segundo a Serra Verde, a parceria pode estimular investimentos e acelerar uma cadeia industrial fora da Ásia. A companhia recebeu mais de 1 bilhão de dólares em investimentos ao longo de 16 anos, vindos de EUA e Reino Unido.

A opinião do executivo é de que o Brasil possui base mineral, mão de obra qualificada e regulatórios aptos a avançar além da exportação de matérias-primas. A construção de uma cadeia industrial exige tempo e apoio governamental contínuo.

Durigan sinalizou que o Brasil quer transformar a exportação de matérias-primas em um polo de produção. O objetivo declarado é reduzir a dependência externa de insumos para tecnologia e energia.

A agenda no G7 prevê ainda encontros com autoridades francesas e japonesas, além de uma participação em atividades da imprensa francesa. Está prevista uma visita à startup francesa de IA Mistral AI e reuniões com executivos locais.

Por fim, a viagem de Durigan para Paris deve encerrar na quarta-feira, com retorno ao Brasil. O roteiro original previa escala na Rússia, para tratar do Novo Banco de Desenvolvimento, mas a etapa foi cancelada devido a ataques de drones na região.

Fonte: Agência Brasil.

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