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Cuba entra no radar dos EUA com drones, ameaças e visita da CIA

Crise energética eleva tensão entre Havana e Washington, com voos de reconhecimento, reunião da CIA e possível indiciamento de Raúl Castro

Donald Trump, presidente dos EUA, e Raúl Castro, ex-presidente de Cuba. — Foto: Reuters/Yves Herman e Norlys Perez / Reuters
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  • Cuba enfrenta grave crise energética desde o fim de janeiro, com apagões superiores a dezenove horas diárias e reservas de combustível consideradas esgotadas em Havana.
  • A tensão com os Estados Unidos cresce: Trump deixou ameaças abertas de “assumir” Cuba, o governo cubano respondeu com firmeza e Washington acusa-perigoso de ações.
  • Voos de reconhecimento e drones dos EUA costumam aumentar próximo a Cuba, visto como estratégia de pressão psicológica contra o governo cubano.
  • O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu‑se em Havana com autoridades do Ministério do Interior; EUA disseram estar dispostos a discutir questões econômicas e de segurança mediante mudanças em Cuba.
  • O Departamento de Estado dos EUA ofereceu US$ 100 milhões em ajuda direta a Cuba, condicionada à distribuição por igreja católica; Cuba sinalizou que aceitaria apenas se o embargo fosse afrouxado, enquanto rom responsáveis discutem possível indiciamento de Raúl Castro no caso envolvendo o 1996.

A crise energética em Cuba ganhou contornos de tensão internacional. Desde o fim de janeiro, os Estados Unidos passaram a sinalizar represálias a países que forneçam petróleo à ilha. Os apagões passaram a superar 19 horas diárias em Havana, com quedas de luz que afetam regiões inteiras. Na quarta-feira, o governo cubano afirmou que as reservas de combustível estavam esgotadas, aumentando os protestos na capital.

No quadro internacional, o governo dos EUA intensificou contatos com Havana. Autoridades americanas adotam tom de firmeza, alternando declarações de aproximação e de confronto. Enquanto isso, voos de reconhecimento e a atuação de agências de segurança dos EUA têm aumentado em áreas próximas a Cuba.

Ameaças e mobilização de forças

Em março, o presidente dos EUA disse que seria uma honra tomar Cuba, frase ligada a futuras ações. No início de maio, ele mencionou a possibilidade de agir “quase imediatamente” após a guerra no Irã. Do lado cubano, Miguel Díaz-Canel reiterou que nenhum agressor encontrará rendição, mantendo postura de resistência.

O Departamento de Estado dos EUA sinalizou disponibilidade de 100 milhões de dólares em ajuda direta, via Igreja Católica e organizações humanitárias, caso Cuba autorize. Washington também discutiu medidas de internet via satélite e distribuição de ajuda humanitária, sob condição de diálogo.

Cooperação e diálogo

O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se com autoridades do Ministério do Interior em Havana, na quinta-feira. A reunião teve como foco ampliar cooperação entre agências de segurança e reforçar o diálogo bilateral. O governo cubano afirmou que a reunião buscou facilitar o entendimento entre as partes.

No mesmo dia, um avião do governo dos EUA foi visto no aeroporto internacional de Havana, sinalizando continuidade de deslocamentos diplomáticos e de inteligência.

Pressão e resposta dos EUA

O governo americano informou estar pronto a oferecer ajuda humanitária de 100 milhões de dólares, sob supervisão de organizações religiosas e humanitárias. Em resposta, Díaz-Canel sugeriu que o alívio imediato viria com o levantamento do embargo econômico.

Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, informou que a oferta de 100 milhões está sob avaliação, desde que a assistência seja distribuída por vias reconhecidas. A negociação ocorre em meio a tensões crescentes entre as duas nações.

Futuras medidas judiciais

Fontes do Departamento de Justiça dos EUA indicaram planos de indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro por um incidente de 1996 envolvendo queda de aeronaves de exilados. A divulgação aponta para uma possível acusação em Miami na próxima quarta-feira, vinculada a uma homenagem às vítimas.

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