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Identificação das vítimas da tragédia de mergulho nas Maldivas

Mergulho em cavernas a cinqüenta metros excedeu o limite de trinta, provocando a morte de cinco italianos e de um sargento das Maldivas, com apoio internacional às buscas

Autoridades atuando na operação de resgate dos corpos dos mergulhadores neste sábado (16). (Foto: SOPHIA NASIF/EFE)
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  • Tragédia no atol Vaavu, nas Maldivas, deixou cinco italianos e um socorrista local mortos após grupo descer a cerca de 50 metros, além do limite de 30 metros para mergulho recreativo.
  • Vítimas faziam parte de um grupo que mergulhava numa caverna submarina chamada Devana Kandu; apenas um corpo foi recuperado no dia do desaparecimento, os demais permanecem desaparecidos nas câmaras subaquáticas.
  • Um sargento da Marinha das Maldivas, que auxiliava nas buscas, morreu no sábado por doença descompressiva, reforçando os riscos da operação em local de acesso difícil e correntes fortes.
  • Entre as vítimas estão Monica Montefalcone e Giorgia Sommacal; parte do grupo atuava em missão científica oficial para estudar mudanças climáticas, mas o mergulho específico não foi autorizado pela universidade nem pela operadora.
  • Autoridades solicitam suporte internacional para as buscas; mergulhadores finlandeses especializados em cavernas profundas chegaram ao arquipélago, e o governo italiano coordena a repatriação das vítimas.

Uma expedição de mergulho no atol Vaavu, nas Maldivas, terminou em tragédia, com a morte de cinco italianos e de um socorrista local. O grupo mergulhou numa caverna submarina na última quinta-feira, desrespeitando limites de profundidade e iniciando uma operação de resgate complexa.

Os mergulhadores italianos desceram até cerca de 50 metros no sistema de cavernas conhecido como Devana Kandu, quase o dobro do limite de 30 metros para mergulho recreativo permitido pelas autoridades. Apenas um corpo foi localizado no dia do desaparecimento; os demais permanecem em câmaras submersas.

Um sargento da Marinha das Maldivas, envolvido nas buscas, morreu no sábado após apresentar sintomas de doença descompressiva, causada pela subida rápida após mergulho em grande profundidade. O incidente evidencia os riscos da operação, em local de difícil acesso e com correntes fortes.

Entre as vítimas estão Monica Montefalcone, professora de ecologia marinha, e sua filha Giorgia Sommacal, além dos pesquisadores Muriel Oddenino e Federico Gualtieri, e do instrutor Gianluca Benedetti. Parte do grupo realizava uma missão científica oficial; porém, o mergulho que gerou o acidente não tinha autorização da universidade nem da operadora local.

Nas Maldivas, o mergulho recreativo tem limite de 30 metros. Ultrapassar esse patamar requer equipamento específico e autorização das autoridades marítimas, caracterizando mergulho técnico. A operadora informou que não houve solicitação de permissão e que não tinham ciência de planos de profundidade tão elevados, o que levou à suspensão de sua licença.

Para as buscas, autoridades internacionais foram acionadas. No domingo, mergulhadores finlandeses especializados em exploração de cavernas profundas chegaram ao arquipélago. O governo italiano coordena a repatriação das vítimas assim que as buscas no interior das cavernas terminar.

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