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Mortes de mergulhadores nas Maldivas desafiam autoridades

Grupo de mergulhadores italianos morre ao descer a cinquenta metros, acima do limite permitido; resgate segue sob investigação

Autoridades atuando na operação de resgate dos corpos dos mergulhadores neste sábado (16). (Foto: SOPHIA NASIF/EFE)
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  • Cinco italianos morreram após mergulho de aproximadamente cinquenta metros no atol Vaavu, nas Maldivas, em visita a cavernas submarinas; a profundidade excedeu o limite recreativo de trinta metros.
  • Um corpo foi recuperado no mesmo dia, o do instrutor Gianluca Benedetti, enquanto os outros quatro mergulhadores permanecem desaparecidos dentro do sistema de cavernas.
  • Dois dias após o acidente, um sargento-mor da Marinha das Maldivas morreu durante a operação de resgate, vítima de doença descompressiva; o caso elevou o saldo de fatalidades.
  • A operadora italiana Albatros Top Boat negou ter autorizado o mergulho acima do limite e a licença do MV Duke of York foi suspensa provisoriamente pelas autoridades maldivas.
  • Equipes internacionais foram acionadas para auxiliar nas buscas; três mergulhadores finlandeses chegaram ao arquipélago, e a Itália trabalha para repatriar os corpos.

Cinco mergulhadores italianos morreram após um mergulho nas Maldivas, na última quinta-feira, 14 de maio, no atol Vaavu, no canal Devana Kandu. O grupo desceu a cerca de 50 metros de profundidade para visitar uma caverna submarina, acima do limite recreativo de 30 metros. A operação é tratada como o pior acidente de mergulho da história do arquipélago, segundo autoridades locais, com confirmação também pelo governo italiano.

Do total, quatro envolvidos pertenciam a uma missão científica da Universidade de Gênova: Monica Montefalcone, professora associada de ecologia marinha; Muriel Oddenino, pesquisadora; Giorgia Sommacal, estudante de engenharia biomédica; e Federico Gualtieri, biólogo marinho. Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho, teve o único corpo recuperado na noite do incidente, próximo à entrada da caverna, a cerca de 60 metros de profundidade. Os demais permanecem desaparecidos no interior do sistema.

A operação de resgate, iniciada logo após o desaparecimento, foi classificada como de alto risco. Dois dias após o ocorrido, o sargento Mohamed Mahudhee, da Marinha das Maldivas, morreu durante a missão, com sinais de doença descompressiva. As buscas foram suspensas e, posteriormente, retomadas com apoio internacional.

Investigação e responsabilidades

A operadora italiana Albatros Top Boat, responsável pela comercialização do MV Duke of York, afirmou não ter autorizado nem ter conhecimento de mergulho além do limite permitido. A licença da embarcação permanece suspensa pela autoridade de turismo e aviação civil das Maldivas, enquanto durar a investigação. A embarcação transportava cerca de 25 hóspedes naquela data.

Equipes internacionais foram chamadas para auxiliar nas buscas, incluindo três mergulhadores finlandeses. A Itália informou que colaborará para a repatriação dos corpos e que tudo será feito para esclarecer as circunstâncias do mergulho proibido. Autoridades locais destacam que a caverna submarina é extremamente profunda e perigosa, o que exigiria planejamento e certificação adequados.

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