- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional por novo surto de Ebola, causado pelo vírus Bundibugyo, que atinge a República Democrática do Congo e o Uganda.
- Em Ituri, Congo, são oito casos confirmados, 246 suspeitos e 80 mortes associadas ao surto.
- Em Kampala, Uganda, dois laboratórios confirmaram casos, com um óbito, em um intervalo de vinte e quatro horas, sem vínculo claro entre eles.
- A OMS avalia risco de propagação internacional; autoridades regionais e entidades internacionais, incluindo os CDCs dos Estados Unidos, da China e da Europa, realizaram reunião de coordenação.
- O Ebola apresenta taxa de mortalidade alta, entre sessenta por cento e oitenta por cento, e é transmitido por fluidos corporais; o último surto na RDC ocorreu no fim de dois mil e vinte e cinco, na província de Kasai.
O novo surto de Ebola causado pela cepa Bundibugyo atinge a República Democrática do Congo e o Uganda. A OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional, após consultas aos países afetados. A nota também menciona uma possível emergência pandêmica, ainda que não cumpra os critérios do RSI de 2005 para pandemia.
Até sexta-feira, laboratórios confirmaram oito casos de Ebola, com 246 casos suspeitos e 80 óbitos na província de Ituri, na RDC. Em Kampala, Uganda, dois laboratórios registraram casos confirmados e um óbito sem vínculo aparente entre eles nas últimas 24 horas.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da África manifestaram preocupação com a transmissão devido à mobilidade de população. Uma reunião de coordenação de alto nível foi convocada com a OMS e com CDCs regionais e internacionais para alinhamento de ações.
O Ebola permanece transmitido por fluidos corporais e pode provocar febre, fraqueza e hemorragias. A mortalidade da doença varia entre 60% e 80%. O último surto na RDC ocorreu no final de 2025, na província de Kasai, marcando a décima sexta aparição no país desde 1976.
As autoridades africanas têm reforçado vigilância, vigilância de contatos e medidas de biossegurança em áreas com transmissão. A OMS reforça a necessidade de cooperação internacional para contenção e monitoramento de possíveis desvios geográficos.
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