- A Organização Mundial da Saúde declarou surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como emergência de interesse internacional, após 80 mortes suspeitas.
- O surto envolve a cepa Bundibugyo, com 8 casos confirmados em laboratório e 246 suspeitos (até sábado) em Ituri, Congo, em pelo menos três zonas de saúde.
- Um caso foi confirmado na cidade de Goma, no leste do Congo, segundo o grupo rebelde M23.
- A OMS afirma que o surto não configura pandemia, mas apresenta alto risco de propagação para países vizinhos devido às fronteiras terrestres abertas.
- Não há terapêutica ou vacina específica aprovada para Bundibugyo; a agência recomenda ativar mecanismos nacionais de resposta, além de triagens transfronteiriças e em rodovias-chave.
O anúncio da Organização Mundial da Saúde veio após o registro de um surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, que já levou 80 mortes suspeitas. A confirmação ocorreu no fim de semana, quando a OMS avaliou a gravidade da situação.
O surto é causado pelo vírus Bundibugyo. Até o sábado, havia oito casos confirmados em laboratório e 246 casos suspeitos, distribuídos pelas zonas de Bunia, Rwampara e Mongbwalu, na província de Ituri, no Congo. Um caso também foi confirmado na cidade de Goma, no leste do país.
A OMS informou que o surto não atende aos critérios de uma pandemia, mas representa alto risco de propagação para países vizinhos, especialmente aqueles com fronteiras terrestres. A agência indicou que alguns casos já foram documentados com propagação internacional.
Região afetada e números
O Congo registra o maior impacto, com 80 mortes suspeitas e 8 confirmações laboratoriais até o momento. Em Uganda, autoridades vêm.monitorando entradas de possíveis casos, mantendo vigilância reforçada nas regiões fronteiriças. A OMS destacou a necessidade de cooperação regional para contenção rápida.
A organização descreveu o surto como extraordinário, pela ausência de terapêutica ou vacina específica para a cepa Bundibugyo, diferente das cepas de Ebola-Zaire, para as quais há opções disponíveis. A confirmação de casos na cidade de Goma sinaliza a ampliação do desafio.
Medidas e recomendações
A OMS orienta que países fronteiriços ativem seus mecanismos nacionais de gestão de desastres e emergências. Além disso, recomenda-se ampliar triagens transfronteiriças e realizar triagens em rotas de tráfego internas para detectar casos precocemente. As autoridades de saúde devem manter vigilância de doenças hemorrágicas e fornecer apoio técnico às estratégias de resposta.
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