- Um alerta amarelo de tempo severo para embarcações foi emitido na região do Atol de Vaavu, nas Maldivas, antes do acidente que matou cinco mergulhadores italianos.
- O grupo desapareceu na quinta-feira, quatorze, enquanto explorava cavernas submarinas próximas à ilha de Alimatha, em área de correntes fortes.
- As autoridades classificaram o caso como o pior acidente de mergulho já registrado no país; os mergulhadores desceram a cerca de cinquenta metros de profundidade.
- Entre as vítimas estavam Monica Montefalcone, professora de biologia marinha; Giorgia Sommacal, de vinte anos; Muriel Oddenino e Federico Gualtieri, além do instrutor Gianluca Benedetti; uma estudante da Universidade de Gênova foi a única sobrevivente.
- Um sargento-mor das Forças de Defesa Nacional das Maldivas morreu durante as buscas pelos corpos.
Um alerta amarelo de tempo severo para embarcações foi emitido na região do Atol de Vaavu, nas Maldivas, antes do acidente que vitimou cinco mergulhadores italianos durante uma expedição em cavernas submarinas. A operação de resgate confirmou, neste sábado (16), a morte de mais um membro da equipe de busca pelos corpos.
O grupo desapareceu na quinta-feira (14) ao explorar cavernas submarinas próximas à ilha de Alimatha, em área conhecida por correntes fortes e mergulhos técnicos complexos. Autoridades locais classificaram o incidente como o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas.
Segundo o governo italiano, os mergulhadores desceram até cerca de 50 metros de profundidade, em uma região famosa entre praticantes de mergulho avançado. O complexo sistema de canais e túneis é conhecido pelas correntes oceânicas perigosas, sobretudo em condições climáticas instáveis.
Participantes e vítimas
Entre as vítimas estavam a professora de biologia marinha Monica Montefalcone, da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal, de 20 anos; a pesquisadora Muriel Oddenino; e o cientista marinho Federico Gualtieri. Também faleceu o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, conforme informações oficiais.
Uma estudante da mesma universidade foi a única sobrevivente direta do grupo de pesquisadores. Ela, que deveria participar da expedição, decidiu permanecer no iate Duke of York pouco antes do mergulho; motivos não foram divulgados.
Operações de resgate e novos relatos
As buscas pelos corpos prosseguiram ao longo dos dias, com apoio de autoridades locais e equipes de mergulho. Durante a operação, um sargento-mor Mohammed Mahdi, das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, adoeceu em pleno resgate e faleceu em hospital. A causa apontada foi doença descompressiva, associada a mergulhos em profundidade.
Mahdi integrava uma equipe de oito mergulhadores. A morte dele eleva para seis o número de falecimentos ligados ao incidente, segundo veículos de imprensa italiana. A investigação sobre as circunstâncias da expedição deve apontar responsáveis e medidas de segurança futuras.
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