- O presidente dos Estados Unidos autorizou uma invasão relâmpago à Venezuela para abduzir Nicolás Maduro, ocorrendo próximo a Caracas, em Catia La Mar, a 20 milhas da capital.
- O ataque envolveu mísseis, ataques a instalações militares e tropas de intervenção, com confrontos e mortes de civis durante a ofensiva que começou pouco antes das 2h do dia 3 de janeiro.
- Maduro foi removido do poder e substituído pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que recebeu reconhecimento dos EUA como líder do país.
- Desde a operação, houve mudanças no cenário político: murais de Maduro foram cobertos, prisioneiros políticos foram libertados e jornalistas estrangeiros passaram a ter mais acesso ao país.
- Em meio a protestos e incertezas, moradores e opositores questionam o andamento da transição, enquanto há relatos de encontro com o que pode vir a se tornar uma nova era da revolução Bolivariana.
O ataque militar americano a Venezuela, ordenado pelo presidente dos EUA, provocou uma invasão relâmpago para prender Nicolás Maduro, então presidente venezuelano. O cenário ocorreu na madrugada de 3 de janeiro, com lançamento de mísseis e ofensiva de helicópteros sobre zonas costeiras e instalações militares próximas a Caracas, segundo relatos de moradores locais.
Na cidade de Catia La Mar, a poucos quilômetros da capital, moradores do conjunto urbano Romulo Gallegos relataram explosões, destruição de edifícios e tiros. Um morador de 85 anos viu a fachada do prédio desabar, enquanto vizinhos buscaram abrigo em escolas próximas. Outras testemunhas descrevem o susto e o caos imediato vivido pela vizinhança.
Ao longo de Caracas e arredores, a ofensiva atingiu alvos militares em morros próximos e centros de radar, enquanto a força Delta atravessava a região leste em direção ao centro. A agressão deixou mortos civis e causou danos significativos a estruturas residenciais, segundo registros de testemunhas.
Desdobramentos e contexto político
Dias após a ação, surgiram mudanças institucionais em Venezuela, com Maduro fora do poder após o ataque e com o reconhecimento internacional de Delcy Rodríguez, vice-presidente, como líder interina. Houve liberação de centenas de prisioneiros políticos e retorno de oposicionistas exilados, marcando uma transição de governo em meio a tensões econômicas.
Promotores de direitos humanos afirmam que as manifestações públicas ganharam força, com protestos exigindo novas eleições e a libertação de detidos. Em El Helicoide, antiga prisão e centro de tortura, ativistas relataram que participantes foram filmados pela polícia, sem intervenção, durante as Gatherings.
Para moradores de comunidades próximas, a percepção inicial de mudança deu lugar a incerteza sobre o alcance real das transformações. A população observa com cautela as ações governamentais e a abertura recente de jornalistas estrangeiros, algo ainda incomum desde eleições de 2024.
Impacto humano e cotidiano
Em Catia La Mar, famílias buscam estabilidade após o abalo. Moradores relatam danos materiais, deslocamentos ocasionais e preocupação com novas ondas de violência. Em casas atingidas, moradores adaptam rotas de evacuação e reforçam abrigos improvisados.
Profissionais locais destacam que a economia enfrenta incertezas adicionais com a mudança de poder e as sanções internacionais. Ao mesmo tempo, há relatos de aumento de participação cívica entre cidadãos que voltam a se posicionar publicamente.
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