- A Venezuela deportou Alex Saab, empresário colombiano aliado de Nicolás Maduro, para os Estados Unidos, neste sábado, 16 de maio de 2026, conforme o Saime.
- Saab é acusado pelos EUA de lavagem de dinheiro de até US$ 350 milhões por meio do sistema cambial venezuelano; ele atuou como ministro da Indústria no governo Maduro.
- A detenção de Saab ocorreu em Caracas em fevereiro, em operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas, com o objetivo de facilitar a extradição.
- Os EUA apontam que Saab esteve ligado a contratos do programa CLAP para distribuição de alimentos e a atos de corrupção vinculados ao regime.
- A decisão de deportação ocorre em um contexto de mudanças políticas na Venezuela após ações dos EUA, com Delcy Rodríguez exercendo papel de liderança e mantendo negociações com Washington.
A Venezuela deportou para os EUA o empresário colombiano Alex Saab Morán, aliado de Nicolás Maduro. A decisão foi anunciada pelo Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime) neste sábado, 16 de maio de 2026, e ocorreu em Caracas. A medida foi justificada pela empresa estatal com base em crimes praticados nos Estados Unidos.
Saab atuou como ministro da Indústria durante o governo de Maduro e é acusado pelos EUA de lavagem de dinheiro envolvendo até 350 milhões de dólares, vinculada ao sistema de controle cambial venezuelano. A detenção ocorreu em Caracas, em fevereiro, em operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas, segundo fontes oficiais e a Reuters.
O empresário ficou conhecido por administrar o programa de distribuição de alimentos do regime e por negócios ligados aos CLAP. Investigações apontam contratos superfaturados e supostas irregularidades em importações de materiais de construção, com desvio de recursos públicos entre 2012 e 2013. Saab já esteve preso em Cabo Verde, em 2020, e participou de uma troca de prisioneiros em 2023, nos EUA.
Detalhes da Extradição
A decisão de deportação reforça mudanças observadas no cenário venezuelano após ações dos EUA, conforme relatos de autoridades e veículos de imprensa. A Holanda acompanhou o processo com base em acordos bilaterais, sem indicação de influência externa direta descrita no comunicado oficial. A extradição mantiene Saab sob custódia estadunidense para o andamento de processos criminais nos EUA.
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