- Narges Mohammadi teve alta e vai se recuperar em casa, com acompanhamento médico ambulatorial.
- A ativista iraniana, vencedora do Nobel da Paz em 2023, estava detida desde dezembro e havia sido hospitalizada por infarto.
- A Fundação Narges informou que houve suspensão condicional da pena de prisão mediante fiança; ela cumpria condenações por propagação contra o Estado e conspiração contra a segurança nacional.
- Ela deixou a unidade de terapia intensiva coronária do Hospital Pars, em Teerã, e terá visitas médicas regulares e fisioterapia diária em domicílio nas próximas semanas.
- A família e a fundação apontam que a saúde está ligada ao estresse prolongado e que a devolução à prisão seria prejudicial; o Comitê Nobel já pediu libertação imediata.
Narges Mohammadi, ativista iraniana e ganhadora do Nobel da Paz em 2023, recebeu alta após semanas hospitalizada por um infarto. A detida voltou para casa, mas permanecerá sob acompanhamento médico em regime ambulatorial. A informação é de a Fundação Narges.
Ela vinha recebendo tratamento após ser transferida da prisão de Zanjan para um hospital em Teerã. A alta ocorreu no domingo, 17 de maio, e o retorno ao convívio doméstico inclui monitoramento médico regular.
Segundo a fundação, Mohammadi recebeu uma suspensão condicional da pena de prisão sob fiança. Ainda de acordo com o comunicado, médicos cardiologistas e neurologistas recomendam vigilância constante para evitar novas complicações.
A família afirmou que a recuperação exige supervisão fora da prisão e avaliou a possibilidade de retorno à prisão como teratogênica para a saúde. A filha, Kiana Rahmani, reforçou a necessidade de manter a suspensão da pena e não prisionização.
Antes da alta, Mohammadi esteve em unidades de terapia intensiva coroa de Teerã após sofrer o infarto. A imprensa iraniana relata que a transferência ocorreu após uma internação inicial na UTI de Zanjan, em maio, e subsequente deslocamento para o hospital Pars em Teerã.
Segundo a equipe médica, a pressão psicológica, a ansiedade e o estresse prolongados são fatores relevantes para o quadro de Mohammadi. A ativista, de 54 anos, cumpre pena por acusações como propaganda contra o Estado e conspiração contra a segurança nacional.
A Nobel da Paz 2023 foi presa diversas vezes ao longo da carreira, incluindo uma detenção em Mashhad. A organização que concede o prêmio já pediu a libertação imediata de Mohammadi em meio às circunstâncias de saúde descritas.
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