- Brasil registra 23 bloqueios em rodovias na segunda-feira, sendo 13 na região de La Paz, com bloqueios também em Oruro, Potosí, Santa Cruz e Cochabamba.
- Marchas e bloqueios provocam desabastecimento de alimentos, combustíveis e outros itens nos mercados de La Paz; manifestantes se preparam para seguir rumo ao centro do governo.
- No fim de semana, a polícia reprimiu protestos em El Alto, com 47 prisões e cinco feridos, segundo a Defensoria Pública; há relatos de mortes de pelo menos dois manifestantes.
- O movimento é parte de uma onda de protestos desde o decreto que retirou subsídio à gasolina e de uma lei de terras contestada por camponeses e indígenas; o governo revogou a lei de terras recentemente, mas as protestas persistem.
- A Confederação Nacional de Mulheres Bartolina Sisa convoca adesão de organizações; o governo afirma buscar diálogo e responsabiliza grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales por violência.
Ao menos 23 bloqueios de rodovias foram registrados na Bolívia nesta segunda-feira (18), segundo a Administradora Boliviana de Estradas (ABC). A maioria ocorre ao redor de La Paz, com 13 estradas fechadas por manifestantes. Além disso, há bloqueios em vias que ligam a capital a Oruro, Potosí, Santa Cruz e Cochabamba.
As marchas e bloqueios ampliam a pressão pela renúncia do presidente Rodrigo Paz, que governa há seis meses. No fim de semana, a polícia atuou em El Alto, na região metropolitana de La Paz, resultando em prisões e feridos conforme a Defensoria Pública.
Movimentação social e motivação
Grupos camponeses, indígenas, mineiros e professores participam dos bloqueios, em meio a críticas a decretos e leis que, segundo os manifestantes, favorecem grandes empresários do agronegócio e prejudicam pequenos produtores. O governo, por sua vez, sustenta que as medidas visam fortalecer a economia.
A Confederação Nacional de Mulheres Bartolina Sisa convocou organizações locais a se unirem às mobilizações, segundo divulgação de sexta-feira. A entidade acusa repressão policial e militar aos protestos, enquanto afirma que o governo prioriza “setores privilegiados”.
Reações oficiais e contexto
O governo alega que há uso de armas de fogo e dinamites por parte de alguns grupos ligados a ex-gestões, apresentando vídeos como evidência. O porta-voz da Presidência, José Luis Gálvez, afirmou que promotores da violência serão responsabilizados.
Ex-presidente Evo Morales criticou as ações do governo e a repressão às marchas, atribuindo a responsabilidade às Forças Armadas. A COB, principal central sindical, denuncia prisões de lideranças e pede continuidade das mobilizações.
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