- Trump estaria pressionando o México em várias frentes e fontes apontam a possibilidade de ordem de ataque aos cartéis mexicanos antes das eleições de meio de mandato.
- A motivação apontada é mobilizar a base ultranacionalista e desviar a atenção do conflito no Oriente Médio, segundo fontes bem conectadas em Washington.
- A nova Estratégia Nacional de Contraterrorismo, divulgada pela Casa Branca em 6 de maio, indica mudança significativa na abordagem dos Estados Unidos.
- No documento de 16 páginas, a principal ameaça passa a ser o narcoterrorismo ligado aos cartéis, seguida pelo terrorismo islâmico e por grupos de esquerda e anarquistas.
- A estratégia afirma que os EUA atacarão cartéis de drogas com ou sem consentimento do México, Colombia ou outros países da região, em cooperação com governos locais quando possível.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aumenta a pressão sobre o México em várias frentes, com especulações sobre a possibilidade de ataque aos cartéis mexicanos antes das eleições de meio de mandato. A hipótese surge em meio a tensões crescentes com o Irã e ao interesse de mobilizar a base ultranacionalista.
Fontes bem conectadas em Washington apontam que, se a queda nas pesquisas continuar e o conflito com o Irã se prolongar, Trump poderia considerar ações contra cartéis no México. A narrativa envolve reduzir a atenção do público para o conflito no Oriente Médio.
A nova Estratégia Nacional de Contraterrorismo, divulgada pela Casa Branca em 6 de maio, sinaliza mudança relevante na política externa dos EUA nas últimas duas décadas. O documento afirma que a ameaça tem nova configuração e prioriza narcoterrorismo.
Nova prioridade de ameaça
O texto estabelece que, hoje, os cartéis de drogas passam a figurar entre as principais ameaças. Segundo a estratégia, as ações contra narcoterrorismo poderão ocorrer com ou sem o consentimento de México, Colômbia e demais países da região.
A Casa Branca afirma que os EUA atuarão ao lado de governos locais quando puderem colaborar. Caso contrário, diz que adotará medidas para proteger o país, especialmente se houver conivência com cartéis.
A nota oficial ressalta que o objetivo é reduzir a ameaça e coibir operações transnacionais de drogas. As orientações reforçam o uso de cooperação regional, com intervenções que podem envolver ações diretas.
A divulgação da estratégia ocorre num momento de debate sobre segurança interna e política externa. As informações apontam para uma reconfiguração da cooperação com governos latino-americanos em combate ao crime organizado.
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