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China promete comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA até 2028

China promete comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA até 2028, sinalizando avanços para destravar o comércio bilateral após queda recente

Trump e Xi Jinping Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
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  • China promete comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028.
  • O comércio agrícola bilateral havia despencado, com queda de 65,7% em 2025, para US$ 8,4 bilhões.
  • A China reduziu a dependência de produtos agrícolas americanos: participação da soja dos EUA caiu de cerca de 41% em 2016 para ~20% em 2024.
  • Pequim deve reabrir o mercado para carnes e aves, suspender restrições a instalações de carne bovina dos EUA e retomar importações de aves de estados livres de gripe aviária.
  • EUA e China criarão Conselhos de Comércio e de Investimento, com modelo de redução tarifária recíproca para ampliar o fluxo comercial e resolver disputas de acesso a mercados.

China se compromete a comprar US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA entre 2026 e 2028, segundo anúncio da Casa Branca. A medida faz parte de um esforço para destravar o comércio bilateral após anos de tensões comerciais.

As exportações agrícolas americanas para a China continuaram em queda nos últimos anos, impactadas por tarifas retaliatórias. Dados do USDA apontam retração de 65,7% em 2025, totalizando US$ 8,4 bilhões. A China também reduziu a participação de compras de soja norte-americana ao longo da década.

Entre os itens em foco está a reabertura do mercado chinês para carnes e aves. Pequim deve suspender restrições a instalações de carne bovina dos EUA e retomar importações de aves de estados considerados livres de gripe aviária, segundo autoridades americanas.

Além disso, Washington confirmou a criação de um Conselho de Comércio EUA-China e de um Conselho de Investimento EUA-China. Esses fóruns visam resolver disputas de acesso a mercados e ampliar o fluxo comercial, dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Analistas apontam que o acordo pode beneficiar o agronegócio americano, especialmente exportadores de soja, carne bovina e aves. A expectativa é de recuperação parcial de perdas anteriores e de maior estabilidade nas cadeias globais de alimentos.

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