- O líder Kim Jong-un ordenou que as Forças Armadas reforcem as unidades de linha de frente na fronteira com a Coreia do Sul.
- Ele propôs transformar a linha fronteiriça em uma “fortaleza invencível” e pediu que os militares elevem a consciência de classe e a visão sobre o inimigo.
- As ações ocorrem quase setenta anos após a guerra que dividiu as Coreias, e não há paz formal entre as duas nações.
- Em entrevista à Record News, o professor Paulo Velasco afirma que tentativas de intimidação são típicas de regimes autoritários para manter o apoio interno, sem surpresa nas relações entre Seul e Pyongyang.
A Coreia do Norte informou que o líder Kim Jong-un ordenou que as Forças Armadas reforcem as unidades da linha de frente na fronteira com a Coreia do Sul, com o objetivo de transformar o trecho em uma fortaleza invencível. A medida foi anunciada pela agência central de notícias do país.
Segundo a agência, Kim apresentou planos de fortalecimento e de transformação da linha fronteiriça, enfatizando a elevação da prontidão e da prontidão ideológica entre as tropas, bem como o aumento da percepção de ameaça externa.
Especialista em política internacional, o professor Paulo Velasco afirmou que, quase 70 anos após a guerra que separou as duas Coreias, não há paz formal entre os países. Ele ressalta que acordos pontuais convivem com hostilidade histórica.
Para Velasco, as demonstrações de força não são novidade em relações entre Seul e Pyongyang, sendo comuns em regimes autoritários que buscam legitimação interna. Ele destaca que esse comportamento envolve pressão interna, controle político e manutenção do regime.
Fonte: cobertura de análise sobre o tema, com referência a comentários de especialistas sobre o histórico de tensão entre as duas Coreias.
Entre na conversa da comunidade