- Pesquisa da Reuters em parceria com o Ipsos aponta desaprovação de Trump acima de 60% há quase dois meses.
- Levantamento indica que 64% desaprovam a condução da economia pelo presidente, o pior resultado da série.
- No fim de abril, a aprovação econômica ficou em 27%, menor índice já registrado para ele na série Reuters/Ipsos.
- A crise de popularidade é associada a novos conflitos internacionais após o retorno à Casa Branca e à alta da inflação, em um contexto de campanha com o mote “America First”.
- Especialistas destacam que o desempenho da economia influencia a opinião pública, especialmente quando a economia não vai bem.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta queda de popularidade conforme pesquisas da Reuters em parceria com Ipsos. A desaprovação ficou acima de 60% há quase dois meses, segundo o levantamento divulgado em maio de 2026.
A margem negativa se mantém estável, com 64% dos norte-americanos desaprovando sua condução da economia, ferramenta central da disputa eleitoral. A novidade aponta para o pior resultado de Trump na agenda econômica desde o início da série.
No fim de abril, a aprovação na área econômica chegou a 27%, o menor índice já registrado para o republicano na série Reuters/Ipsos. Biden teve números piores apenas em momentos pontuais no passado.
Trump foi eleito em 2024 com base em promessas econômicas e no lema America First, além de críticas à política externa de Biden. O retorno à Casa Branca coincidiu com novos conflitos internacionais e inflação em alta.
Contexto econômico e impactos
Analistas destacam que a combinação de inflação elevada e custos de vida pressionam o eleitorado, influenciando escolhas nas eleições norte-americanas. A deterioração econômica é citada como fator-chave para a atual impopularidade de Trump.
Segundo especialistas, a percepção pública sobre a gestão econômica tende a moldar cenários eleitorais, mesmo com o foco em outras diversas pautas. A dinâmica entre economia, inflação e política externa permanece central na leitura dos dados.
O material citado atribui ao eleitor um acordo tácito na eleição de 2024: apoiar Trump desde que resultados econômicos positivos fossem entregues. Com o arrefecimento econômico, esse acordo perde força perante a população.
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