- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que Cuba tem o direito legítimo de se defender contra uma eventual agressão dos EUA.
- A declaração ocorreu após a reportagem do Axios, que aponta aquisição de mais de trezentos drones militares por Cuba e avaliação de uso próximo à base de Guantánamo.
- Autoridades americanas veem a movimentação como uma ameaça crescente e continuam a endurecer medidas contra Havana.
- Díaz-Canel disse que Cuba não representa ameaça e acusou Washington de buscar justificativas para intervenção militar, alertando sobre um possível banho de sangue.
- Na semana passada, o diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, esteve em Havana em reunião com autoridades cubanas.
Cuba afirma ter o direito “legítimo” de responder a uma possível agressão dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões bilaterais. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 18, após notícia de Axios sobre drones cubanos.
Segundo a publicação, Cuba estaria adquirindo mais de 300 drones militares e avaliando cenários de uso próximo à base naval de Guantánamo, no leste da ilha. Autoridades americanas enxergam a movimentação como uma ameaça emergente.
Díaz-Canel afirmou, em publicação na rede X, que Cuba possui direito de se defender de uma ofensiva bélica e acusou Washington de buscar justificativas para eventual intervenção militar. O presidente garantiu que o país não representa ameaça a outros.
Contexto regional e desdobramentos
O governo dos EUA tem elevado a pressão sobre Havana nos últimos meses, com embargo histórico desde 1962 e novas restrições ao petróleo. Em maio, foi aprovado um novo pacote de sanções contra a ilha.
Na última semana, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana para reunião com autoridades cubanas de alto escalão, em meio ao aumento das tensões bilaterais, em um raro encontro diplomático entre Cuba e os EUA. AFP
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