- Alex Saab, ex-ministro venezuelano e empresário colombiano, compareceu a um tribunal federal de Miami para enfrentar acusações de lavagem de dinheiro e conspiração, após ser deportado para a Flórida.
- O Distrito Sul da Flórida formalizou as acusações, destacando que Saab é considerado testa de ferro do ditador Nicolás Maduro.
- Ele ficará detido sem direito a fiança até 24 de junho, segundo a decisão da juíza Marty Fulgueira Elfenbein.
- Saab já havia sido preso nos EUA entre 2021 e 2023 e liberado em uma troca de prisioneiros, medida que o governo dos Estados Unidos descreveu como parte de uma estratégia para conter a migração venezuelana.
- A deportação ocorre no contexto de cooperação entre Washington e Caracas, após ações americanas envolvendo Maduro e tráfico de drogas.
O ex-ministro venezuelano e empresário Alex Saab compareceu nesta segunda-feira a um tribunal federal de Miami, nos EUA, acusado de lavagem de dinheiro e conspiração para realizar transações financeiras. A deportação para a Flórida ocorreu após a detenção em Cabo Verde e a extradição para os EUA.
Saab, de 54 anos, é considerado testa de ferro de Nicolás Maduro. Ele já havia sido processado nos EUA por enriquecimento ilícito ligado a contratos governamentais e por atuação como aliado próximo do regime chavista. A juíza Marty Fulgueira Elfenbein determinou que ele permaneça detido sem direito a fiança até 24 de junho.
O jovem acusado chegou a Miami na noite de sábado, pelo Aeroporto de Opa-locka, e foi apresentado ao tribunal na manhã de hoje. A denúncia formal inclui lavagem de dinheiro, conspiração para transações financeiras e ocultação da origem dos recursos.
Contexto
A deportação de Saab ocorre em meio a cooperação entre Washington e Caracas após operações que resultaram na captura de Maduro em 3 de janeiro e sua condução a Nova York para julgamento por tráfico de drogas. Saab já esteve preso nos EUA entre 2021 e 2023, sendo libertado em uma troca de prisioneiros.
A defesa de Saab não foi detalhada neste momento, e a audiência de hoje não encerra o processo. O caso segue sob atuação do Distrito Sul da Flórida, com novas etapas previstas conforme a investigação avança.
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