- Rússia lançou ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada de segunda, com 524 drones e 22 mísseis; houve concentração na região de Dnipro, ao menos 1 morto e mais de 30 feridos.
- Nos últimos dias, a Ucrânia também realizou ofensiva com mais de 500 drones contra a Rússia, incluindo Moscou, resultando em mortes na capital russa e feridos em uma refinaria.
- Belarus anunciou exercícios militares envolvendo armas nucleares, elevando as chances de envolvimento direto no conflito e a ameaça nuclear.
- Em Kiev, ocorreu o primeiro grande show ao ar livre desde o início da guerra, da banda Boombox, em meio a sirenes de ataque aéreo após o evento.
- A Praça da Independência virou memorial para soldados mortos; estima-se que haja cerca de 30 brasileiros mortos e até 500 brasileiros possam ter se alistado na Ucrânia, com o maior contingente latino-americano possivelmente vindo da Colômbia; também preocupa o encontro entre Putin e Xi Jinping.
Em Kiev, a CNN Brasil reporta que a Ucrânia enfrentou mais uma rodada de ataques intensos. Na madrugada desta segunda-feira, 18, a Rússia lançou drones e mísseis contra várias cidades, com maior concentração na região de Dnipro. Houve pelo menos uma morte e mais de 30 feridos. A cobertura é de Américo Martins, correspondente em Kiev.
A ofensiva ocorre em meio a uma escalada recente no conflito. No fim de semana anterior, a Ucrânia disparou mais de 500 drones contra território russo, chegando a Moscou. Três pessoas morreram e 12 ficaram feridas numa explosão em uma refinaria na capital russa.
Escalada de violência
Dados de Martins apontam aumento significativo na violência entre Ucrânia e Rússia. Nas 48 horas anteriores ao ataque, militares russos teriam utilizado drones e mísseis em grande quantidade contra cidades ucranianas. Um ataque a Kiev resultou em 24 mortos em um prédio atingido.
Belarus, aliado da Rússia, passou a realizar exercícios militares com armas russas estocadas no país. O correspondente destaca que a mobilização levanta a possibilidade de envolvimento direto de Minsk no conflito, com apoio logístico e armamentos.
Demonstrando resiliência
Em Kiev, ocorreu o primeiro grande show ao ar livre desde o início do conflito, com a banda Boombox se apresentando num espaço próximo a um shopping. O local possui estacionamentos subterrâneos que podem servir de abrigo durante ataques.
O vocalista Andriy, que se voluntariou para as Forças Armadas no início da guerra, explicou que o evento simboliza uma reunião de amigos com a firmeza de não ceder diante do medo. Participantes reforçaram a ideia de resistir junto.
Homenagens na Praça Maidan
A Praça da Independência, conhecida como Maidan, tornou-se um memorial para soldados mortos. Familiares colocam fotos, bandeiras e símbolos de diferentes nacionalidades. Entre as homenagens, há referência a voluntários brasileiros que atuaram pela Ucrânia.
Estimativas indicam que dezenas de brasileiros teriam falecido no conflito, com relatos não confirmados de cerca de 500 brasileiros que teriam se alistado: números ainda não verificados pelo governo.
Perspectivas internacionais
O texto também aborda a possível reunião entre Vladimir Putin e Xi Jinping, em Pequim. Há apreensão em Kiev de que a China possa ampliar seu apoio à Rússia, inclusive com componentes tecnológicos para drones e mísseis.
Segundo Martins, a resolução do conflito depende de atuação conjunta de Estados Unidos, que apoia a Ucrânia, e da China, que mantém relações com a Rússia. O correspondente ressalta que muitos ucranianos não cogitam ceder território como parte de um acordo de paz.
Contexto estratégico
Martins destacou que a dinâmica de apoio internacional influencia o curso dos acontecimentos no leste europeu. As informações refletem a visão de quem acompanha de perto os desdobramentos, com foco em fatos verificáveis e sem conjecturas.
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