- A Organização Mundial da Saúde classificou o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como emergência de saúde pública de importância internacional, e não como pandemia.
- O surto é impulsionado pelo vírus Bundibugyo, um tipo de Orthoebolavírus que pode causar Ebola.
- As taxas de mortalidade variam entre 25% e 90% em surtos; para Bundibugyo, a faixa é estimada entre 25% e 40%.
- Dados até o momento apontam mais de 100 mortes suspeitas; 10 casos confirmados e 336 suspeitos, com Ituri sendo a principal área atingida na RDC e dois casos confirmados em Kampala, Uganda.
- Não há vacina aprovada nem tratamento específico para Bundibugywo; autoridades e organizações internacionais, como CDC e Médicos Sem Fronteiras, mobilizam respostas e vigilância.
Oito itens que explicam o surto de Ebola: a OMS declarou no domingo (17) uma emergência de saúde pública de importância internacional, envolvendo a República Democrática do Congo e Uganda. Trata-se do vírus Bundibugyo, um dos Orthoebolavírus que causam a doença. Não é uma emergência pandêmica ainda.
O surto segue com número crescente de casos e mortes suspeitas. Não há vacina aprovada para a cepa Bundibugyo, e as autoridades temem disseminação devido aos deslocamentos na região. A OMS afirma que ainda não se verifica transmissão entre países.
Até o momento, mais de 100 óbitos estão sob suspeita na RDC, segundo autoridades da África CDC. Nos EUA, o CDC aponta 10 casos confirmados e 336 suspeitos, com números em revisão conforme a evolução do surto.
A OMS concentra ações na província de Ituri, no nordeste da RDC, próxima à Uganda. Em Kampala, Uganda, houve dois casos confirmados, incluindo uma morte, com viajantes da RDC. O caso na capital da RDC inicialmente informado foi negado em confirmação posterior.
O vírus Bundibugyo apresenta letalidade estimada entre 25% e 40%, segundo Médicos sem Fronteiras. A organização ressalta a importância de resposta rápida para evitar aumento de casos, especialmente em áreas com acesso limitado a saúde.
Ainda sem tratamento específico, médicos e organizações humanitárias preparam ações de contenção e assistência em Ituri e regiões vizinhas, com vigilância epidemiológica, triagem e apoio hospitalar.
A OMS planeja reunir, o mais rápido possível, um comitê de emergência para discutir respostas internacionais. A União Europeia já disponibiliza estoques de proteção e equipamentos para apoiar o Africa CDC.
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