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EUA restringem viagem de três países africanos após surto de Ebola no Congo

CDC suspende por trinta dias a entrada de viajantes que passaram por Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, após emergência internacional da OMS

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  • Os Estados Unidos anunciaram suspensão temporária de entrada para viajantes que passaram pela República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul nos últimos 21 dias, por 30 dias.
  • A decisão, anunciada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), ocorre após a Organização Mundial da Saúde declarar o surto de ebola uma emergência de saúde pública de importância internacional.
  • A medida inclui triagens em aeroportos e monitoramento de passageiros da região; não se aplicam cidadãos norte-americanos, residentes legais, militares, funcionários do governo no exterior e familiares próximos.
  • O anúncio coincide com a confirmação de que um médico americano que trabalhava na República Democrática do Congo testou positivo para ebola; ele e outras seis pessoas expostas serão transferidos para a Alemanha para tratamento.
  • O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo do ebola, sem vacina ou tratamento específico aprovado até o momento; autoridades internacionais ampliam vigilância, testes e preparação hospitalar.

Os Estados Unidos anunciaram medidas para reduzir o risco de disseminação do ebola, após o avanço de um surto na República Democrática do Congo. A suspensão de entrada vale por 30 dias para viajantes que passaram pelos três países africanos nos últimos 21 dias. A decisão envolve Uganda, Sudão do Sul e a própria RD Congo. A OMS declarou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional, o que motivou a atuação do CDC.

A medida não atinge cidadãos americanos, residentes legais, militares, autoridades dos EUA no exterior e familiares próximos. O CDC explica que o período de incubação do vírus pode chegar a 21 dias, o que aumenta o risco de viagens de pessoas infectadas ainda sem sintomas. Além disso, haverá triagens nos aeroportos e monitoramento de passageiros da região.

Paralelamente, o CDC confirmou que um médico norte‑americano, que atuava em uma organização missionária no Congo, testou positivo para a doença. Ele apresentou sintomas no fim de semana e será transferido para tratamento especializado na Alemanha, junto com outras seis pessoas expostas.

O órgão americano anunciou ainda ampliação do rastreamento de contatos, aumento da capacidade de testes e preparação de hospitais para casos suspeitos. Companhias aéreas e autoridades de imigração passam a colaborar na identificação de passageiros potencialmente expostos.

A embaixada dos EUA em Uganda informou a suspensão temporária de serviços de visto no país, devido ao surto em curso. Mesmo com as novas medidas, o CDC ressaltou que o risco imediato ao público americano permanece baixo.

O surto atual envolve a cepa Bundibugyo do ebola, distinta da variante Zaire, típica de surtos anteriores. Não existe vacina ou tratamento específico aprovado para Bundibugyo, o que complica a contenção. A resposta internacional envolve reforço de estoques e apoio de organizações de saúde.

Segundo autoridades congolesas, a disseminação inicial pode ter sido acelerada por uma procissão funerária em Mongbwalu, Ituri. A demora na identificação da cepa correta também contribuiu para a expansão, conforme relatos de especialistas.

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