- Hayden Davies, ex-soldado britânico, foi condenado a 15 anos em uma colônia penal russa de alta segurança após ser capturado na Ucrânia ao atuar como voluntário na legião estrangeira ucraniana, sendo acusado de mercenarismo.
- Davies afirma à BBC que se sente abandonado pelo governo do Reino Unido; o Foreign Office disse que permanece em contato com a família e oferece apoio consular, condenando a acusação no tribunal controlado pela Rússia.
- A sentença original, de 13 anos, foi estabelecida por um tribunal em Donetsk; na semana passada, um juiz em Moscou acrescentou dois anos, tornando a pena total de 15 anos.
- O ex-soldado descreve as condições na prisão em cartas à BBC, incluindo ferimentos graves e ficar isolado por um ano, com alegações de pouca ou nenhuma comunicação com representantes britânicos.
- Organizações de direitos humanos acusam a Rússia de negar tratamento médico e dificultar o acesso de organizações internacionais; o governo britânico afirma que o acesso a prisioneiros em território ocupado é limitado.
O ex-soldado britânico Hayden Davies foi condenado a 15 anos em uma prisão de segurança máxima na Rússia após ser capturado na Ucrânia. Ele integrou a Legião Estrangeira do Exército ucraniano como voluntário e responde por mercenarismo, segundo a justiça russa. Davies foi preso em território ucraniano há mais de 18 meses.
A sentença inicial foi proferida em Donetsk, cidade uivada pela ocupação russa, em dezembro do ano passado. Na semana passada, um tribunal em Moscou acrescentou dois anos à pena, alegando que a verdict anterior era demasiadamente branda.
Apoio diplomático e contexto legal
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico disse à BBC que mantém contato próximo com a família de Davies e oferece apoio consular. O governo britânico condena a condenação em tribunais controlados pela Rússia, classificada como injusta.
Condições de detenção e relatos de Davies
Em cartas enviadas à BBC, Davies descreve ter sido ferido gravemente na linha de frente, sem comunicação estável e sem acesso a tratamento médico adequado. Ele relata ter tentado sobreviver após ficar escondido em um porão, durante meses, antes de ser descoberto.
Situação humanitária e acesso a assistência
Organizações de direitos humanos apontam dificuldades no acesso de funcionários internacionais aos detidos em território sob controle russo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirma não ter acesso pleno aos prisioneiros de guerra, algo previsto pela Convenção de Genève.
Reação de ativistas e familiares
Uma ativista de direitos humanos na Lituânia afirmou que Davies recebe pouca ajuda e que autoridades britânicas não teriam mantido contato frequente com a família ou com a defesa do ex-soldado. Segundo ela, os prisioneiros precisam de alimento, roupas e medicamentos.
Histórico de casos semelhantes
Outro ex-soldado britânico, Shaun Pinner, foi capturado na Ucrânia em 2022 e chegou a enfrentar pena de morte, sendo libertado meses depois em troca mediada por terceiros. O governo britânico afirma manter atenção às normas internacionais, inclusive a proteção de prisioneiros de guerra.
Perspectivas oficiais
O Foreign, Commonwealth and Development Office reafirmou sua posição de que prisioneiros de guerra não podem ser processados por participação em hostilidades e pediu que a Rússia respeite as obrigações da Convenção de Genève. Também destacou que a assistência a britânicos no exterior é limitada.
Observações finais
O caso de Davies envolve questões de jurisdição em áreas ocupadas e o tratamento de detidos. Autoridades brióricas negam maus-tratos e sustentam que prisioneiros são tratados conforme a lei. A situação permanece sob monitoramento de organizações internacionais.
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