- Trinta e nove de cinquenta e quatro barcos da flotilha Global Sumud teriam sido interceptados por forças de Israel no Mediterrâneo oriental, conforme relato dos organizadores, enquanto se dirigiam a Gaza.
- A flotilha partiu quinta-feira do sul da Turquia, buscando entregar ajuda humanitária a Gaza pela terceira vez, após tentativas anteriores terem sido bloqueadas.
- Ao todo, 426 pessoas de quarenta e seis países estavam a bordo das cinquenta e quatro embarcações. Entre os ocupantes, 44 eram turcos; os barcos estavam a cerca de 250 milhas náuticas (463 km) de Gaza.
- O Ministério das Relações Exteriores de Israel pediu que todos os participantes mudassem de rota e retornassem imediatamente.
- A Turquia condenou a operação, informou que busca retorno seguro dos cidadãos turcos a bordo e destacou cooperação com outros países; a intervenção foi recebida com críticas internacionais.
A flotilha de ajuda à Gaza, organizada pela Global Sumud, informou que 39 de seus 54 barcos foram interceptados pelas forças de Israel no Mediterrâneo oriental. A operação ocorreu enquanto as embarcações se moviam em direção ao enclave palestino.
Segundo o grupo, as ações ocorreram sob a presença de navios militares, com a flotilha navegando há várias horas com o objetivo de entregar ajuda humanitária. A organização afirmou que a passagem segura para a missão não violenta é essencial.
A flotilha informou que participavam 426 pessoas de 39 países, com 44 turcos entre os ocupantes dos barcos interceptados. Os barcos estavam situados a cerca de 463 km de Gaza no momento da interceptação.
Reação e solicitação de rota
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse, por meio de rede social, que não permitirá violações do bloqueio naval sobre Gaza e pediu que os participantes mudem de rota e retornem.
Um ativista turco a bordo, Ahmet Soylemez, afirmou que a tripulação esperava ser abordada, mas não soube quantos passageiros haviam sido capturados. O rastreador ao vivo indicou que o L Arq estava a cerca de 215 milhas náuticas de Gaza.
Contexto regional e histórico
O governo turco condenou a intervenção, chamando-a de novo ato de pirataria, e informou que busca retorno seguro dos cidadãos turcos a bordo, em coordenação com outros países. O presidente Tayyip Erdogan também criticou a operação.
A última missão similar partiu da Espanha em 12 de abril, com interceptação de embarcações e detenção de ativistas. Em outubro de 2023, a flotilha liderada pelo mesmo grupo já recebeu críticas internacionais e provocou prisões.
Entre na conversa da comunidade