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Governo Lula busca flexibilizar cota de carne bovina e ampliar mercados na China

Brasil busca flexibilizar a cota de carne bovina sem sobretaxa na China e abrir novos mercados, ampliando presença do agronegócio brasileiro

Ministro da Agricultura, André de Paula, desembarcou ontem na China, onde participa da Sial China em Shangai, maior feira de alimentos da Ásia, e de reuniões bilaterais com as autoridades chinesas
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  • Brasil negocia com a China a flexibilização da cota de carne bovina sem sobretaxa e a abertura de novos mercados para produtos agropecuários; o ministro da Agricultura, André de Paula, está na China para a Sial China e reuniões com autoridades locais.
  • A China é o principal destino das exportações brasileiras do setor, respondendo por cerca de um terço do total; em 2025, as vendas agropecuárias ao país somaram US$ 55,3 bilhões.
  • Entre 2019 e 2025, o governo chinês aprovou a entrada de doze novos produtos brasileiros, incluindo carne de aves, DDG de milho, farinhas e óleos de origem animal e de pescado.
  • A meta é ampliar a presença do agronegócio brasileiro, identificar oportunidades e fortalecer cooperação sanitária e fitossanitária; o Brasil defende a redistribuição de volumes não usados da cota de 2,7 milhões de toneladas.
  • Além da carne bovina, o cranio de negociações envolve abertura de mercado para pedra de fel, farinhas de proteínas animais e outros itens como miúdos de aves e carne com osso; há avanços técnicos em temas como transgênicos.

O governo brasileiro negocia com a China a flexibilização da cota de carne bovina sem sobretaxa e a abertura de novos mercados para produtos agropecuários. O ministro da Agricultura, André de Paula, desembarcou na China para a Sial China, em Xangai, e para encontros com autoridades chinesas. A missão reúne representantes do setor, como Abiec e ABPA.

A China é hoje o principal destino das exportações brasileiras do setor agropecuário, respondendo por cerca de um terço do total. Em 2025, as vendas para o país somaram US$ 55,3 bilhões. Entre 2019 e 2025, o país aprovou a entrada de 12 novos produtos brasileiros, incluindo carne de aves, DDG de milho e farinhas de origem animal.

A delegação brasileira busca ampliar a presença do agronegócio no mercado chinês, além de fortalecer cooperação sanitária e fitossanitária. De Paula afirmou ao Estadão/Broadcast que a participação na Sial China atende a pedidos do setor e que pretende avançar nas negociações com a China.

Cota de carne bovina e novos mercados

Ontem, De Paula participou do Seminário Brasil-China de Agronegócio, destacando a importância de aproximar importadores chineses e empresários brasileiros. A agenda inclui reuniões com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o MOFCOM e a GACC.

O Brasil negocia a revisão da salvaguarda chinesa e a redireção de volumes não utilizados da cota global para países com oferta. Atualmente, 50% da cota de 1,106 milhão de toneladas de proteína vermelha já foi utilizada. A meta é evitar o desperdício de capacidades ociosas.

Outra frente envolve medidas compensatórias para mitigar impactos da salvaguarda. Entre as propostas estão o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação e de risco insignificante para BSE, além da regionalização para gripe aviária.

Avanços e itens da pauta

A abertura de mercado chinês para miúdos bovinos, carne bovina com osso e farinhas de proteínas está entre as tratativas, com avanços técnicos já identificados. Também é discutida a liberação da pedra de fel, com alto valor agregado, para uso farmacêutico na China.

A lista de mais de 50 itens da pauta passa pela carne bovina, miúdos de aves, suínos, arroz, etanol e biotecnologia. A revisão de protocolos ligados à encefalopatia espongiforme bovina e à influenza aviária também consta das negociações técnicas em andamento.

Secretário do Ministério da Agricultura, Luis Rua, ressaltou que a redistribuição de cotas costuma ocorrer ao fim de nove meses, com tempo para importadores encerrarem vendas, embarque e desembaraço. Ele reforçou o interesse bilateral de continuidade do diálogo.

Rua avaliou que o Brasil está mais próximo da China do que nunca, destacando a necessidade de aproximação mutuamente benéfica. A agenda inclui contatos com contrapartes chinesas para consolidar avanços já obtidos e abrir novas oportunidades de negócios.

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