- Promotores dos EUA acusam Alex Saab de lavagem de dinheiro por suposta exploração de um programa de assistência social venezuelano; ele teve a primeira sessão no tribunal federal de Miami.
- Saab, aliado próximo de Nicolás Maduro, foi deportado pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, no fim de semana, em ação que ela disse ser justificada por interesses nacionais.
- Segundo os documentos, o esquema começou em dois mil e quinze, com empresas falsas e faturas para desviar centenas de milhões de dólares destinados à compra de alimentos.
- A partir de dois mil e dezoito, Saab, usando o acesso ao governo venezuelano, teria vendido bilhões de dólares em petróleo com alegações falsas, com o dinheiro transferido para contas nos Estados Unidos.
- Saab já havia sido detido em Cabo Verde em dois mil e vinte e, em dois mil e vinte e três, o presidente Joe Biden concedeu clemência em troca da libertação de americanos detidos na Venezuela.
Alex Saab, aliado próximo de Nicolás Maduro, foi acusado nos EUA de lavagem de dinheiro por suposta exploração de um programa de assistência social venezuelano. A denúncia foi apresentada por promotores federais na segunda-feira (18) e envolve operações realizada entre 2015 e 2019.
Segundo os documentos, Saab conspirou para subornar autoridades venezuelanas e desviar centenas de milhões de dólares destinados à compra de alimentos. A acusação aponta ainda que, a partir de 2019, ele usou o acesso ao governo venezuelano para vender bilhões de dólares em petróleo por meio de empresas e faturas falsas, com dinheiro transferido para contas norte-americanas.
Saab foi deportado no fim de semana pela presidente interina Delcy Rodríguez, de acordo com autoridades venezuelanas, em uma ação descrita como justificada por interesses nacionais. A deportação evidencia um possível novo nível de coordenação entre a gestão de Rodríguez e a administração dos EUA.
A primeira audiência ocorreu na tarde de segunda-feira, em um tribunal federal de Miami. A promotoria afirma que Saab tem potencial para oferecer informações que reforcem um caso criminal contra Maduro. A notícia reforça tratativas de cooperação entre autoridades americanas e venezuelanas.
As acusações aparecem em meio à preparação de ações dos EUA contra Maduro, que foi capturado por forças especiais em Caracas no início deste ano. A mídia internacional destaca que Saab pode colaborar com investigações em curso.
Em 2020, Saab já havia sido detido em Cabo Verde e posteriormente transferido aos EUA. Em 2023, o presidente Joe Biden concedeu clemência a ele, em troca da libertação de americanos detidos na Venezuela, conforme relatos de fontes próximas ao caso.
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