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México congela contas de ex-autoridades investigadas pelos EUA

México congela contas de ex‑autoridades investigadas pelos EUA por vínculos com o Cartel de Sinaloa; medida é preventiva, diz Sheinbaum

O governador de Sinaloa, Ruben Rocha, participa de uma coletiva de imprensa na Cidade do México — Foto: REUTERS/Luis Barron/Foto de Arquivo
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  • O México congelou as contas bancárias de ex‑autoridades acusadas pelos Estados Unidos de manter vínculos com o Cartel de Sinaloa, conforme anunciou a presidente Claudia Sheinbaum.
  • A medida foi descrita como preventiva e não como uma investigação doméstica, e envolve autoridades atuais e ex‑integrantes do governo.
  • A UIF (Unidade de Inteligência Financeira) ainda não divulgou detalhes oficiais, mas disseram que haverá um comunicado em breve.
  • Promotores americanos apresentaram denúncia contra dez pessoas, incluindo o governador de Sinaloa, Ruben Rocha, por supostamente ajudar o cartel a traficar drogas em troca de propinas e apoio político.
  • Dois ex‑altos funcionários de Sinaloa foram apresentados às autoridades dos EUA na semana passada: o ex‑secretário de Segurança Pública Gerardo Merida Sanchez e o ex‑secretário de Finanças Enrique Diaz, que se entregaram.

O México congelou as contas bancárias de ex-autoridades acusadas pelos Estados Unidos de manter relações com o Cartel de Sinaloa. A medida é descrita pela presidente Claudia Sheinbaum como preventiva, não uma investigação doméstica.

Segundo Sheinbaum, o bloqueio foi adotado pela Unidade de Inteligência Financeira (UIF) porque há mandados de prisão nos EUA contra 10 pessoas ligadas ao tema. Os bancos mexicanos atuam com cautela diante de vínculos com instituições americanas.

A imprensa local informou, na semana passada, que o governador de Sinaloa, Ruben Rocha, e outras nove autoridades atuais ou ex-integrantes do governo teriam contas bloqueadas. Rocha nega irregularidades.

A UIF não mencionou nominalmente Rocha nem os demais investigados; a presidente indicou que o órgão divulgará um comunicado em breve. Ela reforçou que a medida é automática e preventiva.

Medida administrativa

Promotores americanos apresentaram denúncias que, segundo o governo mexicano, chegaram apenas recentemente ao conhecimento público. Os EUA afirmam que os investigados auxiliaram o Cartel de Sinaloa a traficar drogas para os EUA.

Dois ex-integrantes de alto escalão do governo de Sinaloa passaram à custódia americana na semana passada. O ex-secretário de Segurança Pública, Gerardo Merida Sanchez, foi preso no Arizona. O ex-secretário de Finanças, Enrique Diaz, se entregou.

Perspectivas e visitas

Sheinbaum informou que várias autoridades americanas de alto escalão devem visitar o México nos próximos dias, entre elas a czar antidrogas Sara Carter e o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin. As visitas visam tratar de cooperação na questão de drogas.

A presidente já declarou que o México não protegerá quem comete irregularidades, mas afirmou que ainda não há provas claras e sugeriu motivações políticas por parte dos EUA. O tema aumenta a pressão sobre o governo mexicano.

Os desdobramentos envolvem ações legais, cooperação internacional e impactos políticos, com o país mantendo postura de neutralidade em relação às acusações. A UIF deve detalhar a medida em breve, segundo Sheinbaum.

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