- Mergulho de resgate nas Maldivas localizou, nesta segunda-feira, os corpos dos quatro mergulhadores italianos desaparecidos após cerca de três horas na caverna Dhekunu Kandu, no atol de Vaavu.
- A operação teve a participação de três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas, integrando a equipe da Divers Alert Network, e das Forças de Defesa Nacional das Maldivas.
- Ao todo, cinco mergulhadores italianos morreram; um corpo já havia sido resgatado na semana passada, e os quatro desaparecidos foram localizados.
- Um mergulhador que participava das buscas também morreu, o sargento-major Mohamed Mahudhee, vítima de descompressão no sábado.
- As equipes mapearam as condições da caverna para planejar a retirada futura, que deverá ser extremamente delicada, com uso de equipamentos de mergulho técnico, incluindo rebreathers de circuito fechado.
O resgate nas Maldivas, realizado na caverna Dhekunu Kandu, terminou com a localização dos corpos de quatro mergulhadores italianos desaparecidos. A operação, de alta complexidade, durou aproximadamente três horas e envolveu uma equipe de cavernas e mergulhadores de resgate.
A ação contou com a participação do Divers Alert Network (DAN), grupo europeu que coordena equipes de emergência, e das Forças de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF), responsáveis pelas buscas no atol de Vaavu. Três mergulhadores finlandeses integraram a missão junto aos órgãos locais.
Segundo o DAN, a atividade foi tecnicamente exigente, emocionalmente desafiadora e operacionalmente complexa, em área já pouco explorada por mergulhadores de resgate. O objetivo era localizar os quatro desaparecidos e mapear as condições para uma retirada futura.
Os corpos localizados pertencem a mergulhadores italianos que estavam ausentes desde o fim de semana. Um quinto italiano já havia sido resgatado na semana anterior. A localização ocorre após a confirmação de óbito de um mergulhador que participava das buscas, o sargento-major Mohamed Mahudhee, que sofreu lesão por descompressão.
Operação de resgate
A busca começou por volta de 4h30 no horário de Brasília e se concentrou na caverna submarina em Vaavu, um atol de recifes e canais no Oceano Índico. A estrutura submarina, com profundidades que chegam a cerca de 50 metros, exigiu técnicas de mergulho avançadas.
Durante a operação, a equipe de resgate mapeou as condições do local para planejar uma retirada futura dos corpos. A DAN destacou que o ambiente é inadequado para mergulhadores de resgate comuns, exigindo planejamento rigoroso e equipamentos especializados.
Tecnologia de mergulho
Entre os recursos utilizados estavam rebreathers de circuito fechado, dispositivos que reciclam o gás respiratório. Segundo a DAN, esse sistema reduz o consumo de gas, controla a composição respiratória e possibilita mergulhos mais longos com maior segurança.
Os mergulhadores finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist possuem ampla experiência em exploração de cavernas, mergulho técnico e operações de busca em ambientes de alto risco. A equipe já participou de missões internacionais de resgate.
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