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Mundo registra maior número de execuções em mais de 20 anos, aponta ONG

Anistia Internacional aponta que o Irã domina as execuções de 2025, elevando o total global a 2.707 com 2.159 mortes no país

Dezenas de pessoas, incluindo vários parlamentares italianos, participam de um protesto relâmpago na Piazza Montecitorio em apoio aos prisioneiros iranianos e em oposição à pena de morte, em Roma, Itália, em 3 de março de 2026. Os manifestantes exibem retratos de detentos presos em prisões iranianas
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  • A Anistia Internacional informou que, em 2025, ocorreram 2.707 execuções no mundo, o maior nível em mais de duas décadas.
  • O Irã foi responsável por 2.159 dessas mortes, quase 80% do total, com a pena de morte usada como instrumento de repressão política.
  • O relatório indica que o cenário para 2026 segue semelhante, após protestos e tensões regionais que elevaram o uso da pena de morte.
  • Entre os países com mais execuções em 2025 estavam Arábia Saudita (356), Iêmen (51), Estados Unidos (47), Egito (23) e Somália, Singapura e Kuwait (17 cada).
  • Não há registro oficial da China na contagem global, pois o país mantém milhares de execuções, mas o número total é declarado segredo de Estado.

O aumento “impactante” das execuções no Irã em 2025 elevou o número global de mortes por pena capital para 2.707, o maior desde 1981, segundo a Anistia Internacional. Do total, o Irã respondeu por 2.159, quase 80% das sentenças.

A organização aponta que a pena tem sido usada como instrumento de repressão e controle político no país, principalmente após a breve guerra de junho do ano anterior contra Israel. Dados se referem a 2025, mas o cenário para 2026 é visto como semelhante pelos direitos humanos.

Após protestos de janeiro e ataques envolvendo Estados Unidos e Israel, o Irã tem intensificado o uso da pena de morte, segundo a Anistia Internacional. A instituição alerta para uma tendência global de abolição contrastando com decisões iranianas.

Panorâmica mundial e destaques por país

No conjunto, 17 países aplicaram a pena no ano passado. A Arábia Saudita liderou com 356 mortes, seguida pelo Iêmen (51), pelos Estados Unidos (47) e pelo Egito (23). Outras nações, como Somália, Singapura e Kuwait, registraram 17 mortes cada.

A Anistia Internacional aponta ainda que a China não entra nas estatísticas oficiais, considerada o principal carrasco mundial pela organização, com milhares de execuções realizadas de forma confidencial pelo governo. O total global divulgado não inclui esses registros.

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