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ONU solicita liberdade de navegação no Estreito de Ormuz diante de restrições

ONU pede liberdade de navegação no Estreito de Ormuz diante de restrições, alertando para inflação, desaceleração econômica e crise alimentar

Bandeira da ONU tremula em frente a prédio durante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, Suíça
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  • A ONU afirmou que restrições à circulação no Estreito de Ormuz podem provocar inflação, desaceleração econômica e crise alimentar mundial, afetando especialmente países mais vulneráveis.
  • O porta-voz adjunto Farhan Haq disse que o objetivo é restabelecer a liberdade de navegação, conforme a lei internacional, e não haver restrições ao acesso.
  • O Irã anunciou a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para gerenciar o tráfego, com passagem condicionada à coordenação com Teerã; navios de fora podem atravessar apenas mediante coordenação.
  • Os Estados Unidos mantêm o bloqueio a portos iranianos, já redirecionaram navios comerciais e imobilizaram embarcações para cumprir as sanções.
  • As negociações para encerrar o conflito, mediadas pelo Paquistão, estão em dificuldade, com uma proposta iraniana revisada apresentada e impasses sobre ambições nucleares e controle do estreito.

O Conselho da ONU informou que as restrições à circulação de mercadorias pelo Estreito de Ormuz podem gerar impactos globais, como inflação, desaceleração econômica e risco alimentar. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, com foco na circulação segura da economia mundial.

Segundo o porta-voz adjunto Farhan Haq, a escassez de combustível e fertilizantes atingiria especialmente países com menor capacidade de absorver choques econômicos. A ONU reforçou a necessidade de restabelecer a liberdade de navegação, conforme o Direito do Mar.

A organização destacou que não apoia a criação de uma autoridade que restrinja o acesso ao estreito. A prioridade é manter vias de passagem livres para navios de uso comercial e humanitário, em conformidade com as leis internacionais.

Autoridade iraniana e mudanças no tráfego

O Irã anunciou a criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para gerenciar o tráfego em Ormuz, conforme publicação veiculada pela imprensa estatal. A legislação iraniana condiciona a passagem à coordenação com as forças armadas e autoridades do país.

A navegação fica restrita a barcos vinculados a Estados cooperantes, com passagem condicionada e taxas por serviços de gestão. Em contrapartida, o Irã afirma manter aberto o trecho para navios não vinculados a ataques ao país, mediante coordenação com Teerã.

Negociações e cenário diplomático

Paquistão atua como mediador nas negociações entre Irã e EUA, que estão suspensas desde o início do mês. Uma proposta revisada do Irã foi enviada nesta segunda-feira, segundo fontes oficiais. As partes relatam mensagens contraditórias e dificuldades no processo de mediação.

Apesar disso, o Irã afirma manter a disposição para preservar o cessar-fogo e retomá-lo conforme o progresso diplomático. Questões de programa nuclear e controle sobre Ormuz continuam elevando o nível de complexidade das negociações.

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