- O presidente do Irã afirmou que Teerã não abrirá mão de seus direitos e que “diálogo não significa rendição”, em meio a negociações com os Estados Unidos paralisadas.
- A declaração foi publicada por meio da conta oficial do líder no X, reiterando que o país defenderá seus interesses.
- As negociações para encerrar o conflito têm enfrentado dificuldades, apesar da mediação do Paquistão, que disse ter compartilhado uma proposta revisada do Irã com Washington.
- Islamabad alertou que os lados “não têm muito tempo” para reduzir as diferenças.
- A incerteza impacta os mercados globais de energia, com o petróleo em alta diante do temor de novas interrupções no Estreito de Ormuz.
Nesta segunda-feira, o presidente do Irã afirmou que Teerã não abrirá mão de seus direitos, mantendo as negociações com os Estados Unidos paralisadas. Em publicação no X, ele destacou que diálogo não significa rendição e reiterou a defesa dos interesses nacionais.
As negociações vêm enfrentando dificuldades para avançar, apesar da mediação do Paquistão. Uma fonte paquistanesa informou que Islamabad encaminhou uma proposta revisada ao governo americano e ressaltou a urgência de reduzir as diferenças entre as partes.
O contexto envolve também um cessar-fogo de seis semanas, anunciado após ataques de EUA e Israel contra o Irã em fevereiro, citado pelo governo americano como um trecho de descompressão militar. A situação mantém a incerteza no tabuleiro regional.
Mercados globais de energia reagiram com altos nos preços do petróleo, diante do temor de novas interrupções no fornecimento. Analistas destacam o estreito estratégico de Ormuz como rota crítica para o fluxo de petróleo em todo o mundo.
A percepção de risco aumenta conforme a duração das negociações e a possibilidade de prolongamento do conflito. Especialistas indicam que qualquer atraso pode manter voláteis os preços de energia e as perspectivas de segurança marítima na região.
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