- O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou a criação de um novo órgão para administrar o estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, com informações em tempo real sobre as operações na passagem.
- O órgão deve aprovar o trânsito de navios e arrecadar taxas de passagem, segundo fontes.
- Em maio, uma emissora iraniana afirmou que o órgão representa um sistema para exercer a soberania do Irã sobre o canal.
- O tráfego marítimo permanece quase totalmente bloqueado desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, e o Irã diz que não voltará à situação anterior.
- O professor Paulo Velasco afirma que as minas no canal dificultam a navegação e que a criação do órgão reforça a postura soberanista do Irã, com possível cobrança de autorização para passagem.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã anunciou a criação de um novo órgão para administrar o estreito de Ormuz, com a promessa de fornecer informações em tempo real sobre as operações na passagem marítima. A medida visa organizar o controle sobre a região e as suas atividades.
O órgão ficará responsável por aprovar o trânsito de navios e pela cobrança de taxas de passagem pelo estreito, segundo relatos que circulavam entre fontes não oficiais. A iniciativa se soma aos sinais anteriores de que o Irã pretende impor soberania sobre o canal.
No início de maio, uma emissora iraniana divulgou que o novo órgão representaria um sistema para exercer a soberania sobre Ormuz, mantendo o tráfego restrito desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel. O Irã afirmou repetidamente que o tráfego não voltará ao cenário anterior à guerra.
Especialistas ressaltam que a navegação na região não tende a retornar ao que era antes do conflito, devido à presença de minas instaladas ao longo da passagem. Segundo o analista Paulo Velasco, grande parte dessas minas permanece sem marcação, tornando a navegação próxima à costa de Omã particularmente arriscada.
Para Velasco, a criação do órgão de autorização de passagem e a possibilidade de cobrança de pedágio reforçam a retórica soberanista do Irã. Ele aponta que a medida dialoga com as demandas de soberania apresentadas pelo país nas negociações de paz com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão.
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