- A Organização Mundial da Saúde classificou o surto de Ebola como emergência de saúde pública internacional, o segundo maior nível de alerta, mas ainda não é considerado pandemia.
- Até 16 de maio, eram 80 mortes suspeitas e 246 casos possíveis investigados, com 8 notificações confirmadas. A União Africana analisa 336 ocorrências.
- A crise envolve a variante Bundibugyo do Ebola, sem vacina ou tratamento específico, com maior impacto em Ituri, no sul da República Democrática do Congo.
- A região abriga intenso fluxo migratório devido à mineração e à proximidade de fronteiras com Uganda e Sudão do Sul, dificultando coleta de amostras e controle de casos.
- A OMS planeja convocar um comitê de emergência o mais rápido possível e a MSF já mobiliza suprimentos e equipes com experiência em surtos para os locais de risco.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o surto de Ebola como emergência de saúde pública internacional, após casos na República Democrática do Congo e em Uganda. Até 16 de maio, eram registradas 80 mortes suspeitas e 246 casos em investigação.
A agência informava oito casos confirmados e a União Africana acompanhava 336 ocorrências. O cenário é considerado alarmante, mas não atende aos critérios para pandemia, segundo a OMS.
Surto de Ebola
A origem da crise está na variante Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico. Trata-se do terceiro surto com essa cepa, cuja mortalidade fica entre 25% e 40% na região. O foco atual abrange principalmente Ituri, no sul da RDC.
A região enfrenta intenso fluxo migratório devido mineração e proximidade com Uganda e Sudão do Sul. Além disso, há dificuldades de coleta e confirmação de amostras, o que atrasa o controle da exposição. Em Rwampara, Ituri, há relatos de falta de isolamento para pacientes.
Especialistas destacam que o manejo precário aumenta o risco de transmissão, já que a doença se dissemina por fluidos corporais e contato com material contaminado, vivo ou morto. A circulação entre comunidades aumenta a exposição de moradores e equipes de saúde.
Ação de combate
A OMS considera o cenário potencialmente muito maior do que o indicado até o momento, com risco de propagação adicional a outros países. A instituição planeja convocar um comitê de emergência o mais rápido possível para definir estratégias nacionais.
A MSF atua mobilizando suprimentos e equipes com experiência em febre hemorrágica viral para áreas de risco. As ações visam reduzir transmissão, facilitar o diagnóstico e apoiar o atendimento aos pacientes.
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